Dois corpos foram encontrados dentro de uma residência após uma investigação sobre o desaparecimento de mãe e filha. As autoridades acreditam que a mulher mais jovem conviveu por mais de um ano com o cadáver da mãe antes de morrer, em um caso que causou grande repercussão.
O caso foi descoberto nesta semana em Trofa, no norte de Portugal, após buscas realizadas pela Polícia Judiciária (PJ) do Porto. As investigações começaram depois que vizinhos relataram preocupação com a ausência prolongada das moradoras.
A filha, Ângela Pinho, de 62 anos, que enfrentava problemas de saúde mental, teria continuado vivendo na casa sem comunicar a morte da mãe às autoridades ou buscar ajuda. Segundo a investigação, ela deixou de ser vista pelos moradores da região no fim de 2025.
O corpo de Ângela foi encontrado sobre uma cama em um dos quartos da residência, em avançado estado de decomposição. O cômodo ficava a poucos metros do local onde estava o corpo da mãe.
A Polícia Judiciária trabalha com a hipótese de suicídio no caso da filha e descarta, até o momento, a ocorrência de homicídio.
Moradores da vizinhança afirmaram que a falta de movimentação na casa começou a despertar suspeitas. Alguns estranharam o fato de ninguém mais sair para atividades rotineiras, enquanto outros relataram que Ângela apresentava versões diferentes sobre o paradeiro da mãe, dizendo em determinados momentos que ela estava acamada e, em outros, que havia sido internada em uma instituição.
Após uma nova denúncia registrada em abril, o caso passou a ser acompanhado pela Brigada de Desaparecidos da PJ do Porto. As buscas culminaram na localização dos dois corpos e causaram choque entre os moradores da região.
Comentários: