O preso Rodrigo Galvão dos Santos, de 42 anos, apontado como responsável por decapitar um colega de cela no Centro de Detenção Provisória (CDP) II de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, já participou de outro homicídio dentro do sistema prisional. Em 2022, ele ajudou a enforcar um detento com um lençol na mesma unidade.
No caso mais recente, registrado no último sábado (28), Rodrigo confessou ter matado Washington Ramos Brito, de 32 anos, com a ajuda de outro preso. Segundo a investigação, a vítima foi decapitada com lâmina de barbear, e partes do corpo foram mutiladas. A dinâmica do crime, de acordo com as apurações, segue o padrão atribuído à facção Bonde do Cerol Fininho, rival do PCC nos presídios paulistas.
Com extensa ficha criminal, Rodrigo acumula ao menos 16 faltas graves ao longo de mais de 20 anos no sistema penitenciário. Ele tem passagens por roubo, furto, sequestro, cárcere privado, desacato e tortura, além de ter fugido do Centro de Progressão Penitenciária de Franco da Rocha em 2003.
Washington Ramos Brito foi preso sob suspeita de matar a própria mãe, Angelina Maria Ramos, de 58 anos, cujo corpo foi encontrado com sinais de estrangulamento em uma casa na zona sul da capital. Três dias após dar entrada no CDP II de Pinheiros, ele foi assassinado.
Após o crime, Rodrigo e outro detento foram levados ao 91º Distrito Policial (Ceagesp), onde prestaram depoimento e passaram por exame de corpo de delito, retornando depois ao presídio. A defesa dos envolvidos não foi localizada.
Com informações do Metrópoles.
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