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Deputado propõe que condenados paguem pelo uso de tornozeleira

Se aprovada a proposta, o monitorado deverá arcar com os custos do equipamento e da manutenção enquanto estiver usando o dispositivo.

Deputado propõe que condenados paguem pelo uso de tornozeleira
Reprodução/agenciapara
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Um projeto em tramitação na Assembleia Legislativa de Minas Gerais prevê que presos provisórios e condenados passem a pagar pelo uso da tornozeleira eletrônica no estado. A proposta estabelece que, se aprovada, o monitorado deverá arcar com os custos do equipamento e da manutenção enquanto usar o dispositivo.

O texto determina que o valor será definido pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), com base nas despesas do serviço de monitoramento. O pagamento deverá ser feito mensalmente, com comprovante anexado ao processo criminal. Em caso de dano, extravio ou inutilização do equipamento, o usuário também será responsabilizado pelo ressarcimento.

A decisão sobre a cobrança deverá considerar a condição econômica do preso. A análise poderá ser feita na audiência de custódia, em pedidos de liberdade provisória, na sentença condenatória ou na progressão para regime menos rigoroso.

Os valores arrecadados serão destinados ao Fundo Penitenciário Estadual. Se o réu for absolvido ou tiver a ação penal extinta, o dinheiro pago deverá ser devolvido, com correção.

O projeto ainda prevê que a cobrança valerá apenas para novos casos após a publicação da lei. O não pagamento poderá resultar na inscrição do débito em dívida ativa.

A discussão sobre o tema se dá em maio ao cenário de aumento do uso do monitoramento eletrônico em Minas. Dados apresentados pela Sejusp na Assembleia indicam que, entre outubro de 2018 e maio de 2021, o número de pessoas com tornozeleira eletrônica cresceu 296% no Estado.

Em 2021, 5.802 pessoas utilizavam o equipamento em Minas, enquanto a população carcerária somava cerca de 59 mil detentos. Segundo a Sejusp, o custo mensal de um monitorado era de R$ 280, contra aproximadamente R$ 4 mil por preso em regime fechado.

FONTE/CRÉDITOS: Jcnet
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