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Definição de PCC como terrorista 'é questão menor', diz Haddad

Fernando Haddad (PT), candidato ao Governo de São Paulo, no Roda Viva

Definição de PCC como terrorista 'é questão menor', diz Haddad
Divulgação/Diogo Zacarias
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O ex-ministro Fernando Haddad (PT), candidato ao Governo de São Paulo, minimizou, em entrevista nesta segunda (31) no programa Roda Viva, da TV Cultura, a classificação de facções criminosas como terroristas pelos Estados Unidos.

Foi o próprio Haddad que puxou o tema para si, logo no início do programa, ao dizer que o PCC tem interconexões fora do estado, no mundo inclusive: "Por isso que os EUA já estão falando de PCC", afirmou.

Questionado pelo apresentador Ernesto Paglia sobre sua posição a respeito da designação dada pelo país estrangeiro à facção criminosa, Haddad respondeu que "essa é uma questão menor, como você vai chamar, máfia, organização terrorista, facção" e que para ele "o importante é como você vai trabalhar o combate".

A classificação de PCC, assim como do Comando Vermelho, como organizações terroristas foi anunciada pelo governo americano em maio. Como mostrou a Folha, a mudança de status disparou uma corrida nas empresas para evitar repercussões financeiras. O Itamaraty afirmou que a medida abre brecha para que os EUA possam empregar força militar no Brasil.

À época, o governo Lula (PT) emitiu nota criticando a classificação e mirando o bolsonarismo: "A segurança da nossa população é importante demais para ser manipulada politicamente por traidores que tentam confundir esses conceitos. Por falsos patriotas, envolvidos com o crime organizado, que pedem a autoridades estrangeiras a interferência em assuntos brasileiros".

Após ser indagado novamente sobre o tema, Haddad afirmou que terrorismo tem mais a ver com ideologia, o que seria diferente de uma máfia ou uma facção que busca dinheiro e se infiltra em negócios na economia formal para lavagem de dinheiro.

"Terrorismo é uma outra categoria que eles inventaram nos Estados Unidos, com o suporte aqui da extrema direita para criar confusão na cabeça da opinião pública", completou.

O ex-ministro, no entanto, voltou a ressaltar que a importância para ele é o combate. "O fato é o seguinte: é crime organizado, precisa ser combatido."

Na entrevista, o candidato também criticou o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que tenta a reeleição neste ano. Haddad lembrou do tarifaço promovido pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros e afirmou que seu principal adversário adota uma postura de submissão a Donald Trump.

Sucessão de Lula

O petista também comentou sobre a sucessão do presidente Lula. Haddad afirmou que ela será complexa em qualquer cenário, não apenas pela figura do presidente, mas pelo contexto histórico: "Muito complexo substituir uma pessoa carismática como Lula, com a trajetoria dele".

"Não vai aparecer um líder como Lula. Isso é um engano imaginar que você vai reproduzir um Lula. Em laboratório? Não vai. É o contexto histórico que faz surgir um presidente como Lula".

FONTE/CRÉDITOS: Jcnet (Por Arthur Guimarães de Oliveira | da Folhapress)
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