Lillian Smart, de oito anos de idade, morreu na Louisiana, nos Estados Unidos, após contrair a infecção causada pela Naegleria fowleri, conhecida como “ameba comedora de cérebro”. Segundo a família, a menina morreu no fim de semana após ser diagnosticada com a infecção.
O Departamento de Saúde da Louisiana informou que a doença provavelmente foi contraída durante o banho no Lago Claiborne, no norte do estado. A ameba vive em águas doces e quentes e pode entrar no organismo pelo nariz.
A infecção provoca a doença meningoencefalite amebiana primária (PAM), que é quase sempre fatal. Entre 1937 e 2025, 180 casos foram confirmados nos Estados Unidos.
Para reduzir o risco, o CDC recomenda segurar o nariz ou usar um prendedor nasal ao mergulhar ou pular em água doce, além de evitar colocar a cabeça na água de fontes termais.
Os sintomas incluem náusea, vômito, febre, dor de cabeça intensa, rigidez no pescoço, convulsões, alterações do estado mental e alucinações.
Brasil
É possível contrair Naegleria fowleri no Brasil, apesar de a infecção ser extremamente rara.
Há registros brasileiros de infecção por Naegleria desde a década de 1970. Um caso documentado envolveu um adolescente de 14 anos que desenvolveu meningoencefalite após nadar numa lagoa; a ameba foi identificada tanto no paciente quanto na água.
Mais recentemente, pesquisadores identificaram molecularmente N. fowleri no caso fatal de meningoencefalite em um bovino no Sul do Brasil. Estudo também relata um caso humano no Ceará em 2024, envolvendo uma criança de 15 meses
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