A liquidação extrajudicial do Will Bank pelo Banco Central deixou correntistas sem acesso aos próprios recursos e ainda sem prazo definido para ressarcimento. O bloqueio ocorreu após o encerramento da instituição, ligada ao grupo do Banco Master. As informações são do g1.
Sete instituições do mesmo grupo foram fechadas desde novembro. O Will Bank informava ter cerca de 12 milhões de clientes, 60% deles no Nordeste, a maioria em cidades pequenas.
O pagamento, porém, depende da conclusão da lista oficial de credores pelo liquidante nomeado pelo Banco Central. O FGC estima desembolsar cerca de R$ 6,3 bilhões e prevê iniciar os repasses entre 30 e 60 dias após receber essa relação. Em 13 de fevereiro, o fundo antecipou valores de até R$ 1 mil para parte dos clientes.
Enquanto isso, o aplicativo está disponível apenas para consulta. Transferências, PIX e pagamentos estão bloqueados. Dívidas como parcelas de empréstimos e faturas de cartão continuam válidas, podendo gerar cobrança de juros e inclusão em cadastros de inadimplentes.
O que fazer
Especialistas orientam guardar extratos, comprovantes de saldo e registros das movimentações na data da liquidação, além de acompanhar comunicados do Banco Central, do liquidante e do FGC.
Os clientes devem manter pagamentos de faturas e dívidas previstos.
Em casos de demora considerada excessiva ou falta de resposta do Will Bank, pode-se recorrer à Justiça com ações individuais para tentar acelerar a restituição.
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