Seu nome completo é Mostafa Mohamed Zaki Abdelraouf. Em campo, ele é apenas Zico. O jogador também veste uma camisa vermelha, mas de número 11, e defende a seleção do Egito, eliminada da Copa do Mundo após perder de virada para a Argentina nesta terça-feira (7).
O atacante já havia marcado contra a Nova Zelândia na fase de grupos deste Mundial, mas o lance mais importante da carreira aconteceu na partida das oitavas de final. Ele precisou balançar a rede duas vezes em Atlanta, nesta terça, até o árbitro francês François Letexier validar o segundo gol do Egito, aos 21 da etapa final, para abrir 2 a 0.
O primeiro, anotado aos 12, acabou anulado por falta no zagueiro Lisandro Martínez no início da jogada. Mostafa Zico recebeu cartão amarelo por tirar a camisa na comemoração, repetida minutos depois após contra-ataque fulminante dos egípcios.
O tento contra a Argentina acabou ofuscado pela virada dos sul-americanos, que fizeram três gols em 12 minutos -primeiro com Romero, aos 34, depois com Messi, aos 38, e finalmente com Enzo Fernández, já nos acréscimos.
Após o final da partida, o egípcio reclamou da arbitragem, a quem chamou de "injusta". Muito emocionado, acusou o torneio de ser um "campeonato direcionado".
Jogador do Pyramids FC desde agosto de 2025, Mostafa adotou o apelido em homenagem ao Zico original, ídolo do Flamengo e craque da seleção brasileira.
"Zico é meu modelo de jogador a seguir", disse em entrevista ao portal ge, no ano passado. "Eu assisti aos vídeos dele, ele é o meu jogador favorito. Meu pai falava muito sobre ele, e eu assisti aos vídeos no Youtube."
O jogador enfrentou o Flamengo em dezembro de 2025 na semifinal da Copa Intercontinental, vencida pelos brasileiros por 2 a 0.
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