Pirajuí Rádio Clube FM

Política

Brasil e Interpol criam força-tarefa contra crime organizado

O governo brasileiro financiará a estrutura com orçamento previsto de R$ 11 milhões para o primeiro ano.

Brasil e Interpol criam força-tarefa contra crime organizado
IMPRIMIR
Use este espaço apenas para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
enviando

Países da América do Sul passarão a atuar de forma integrada no combate ao crime organizado a partir de uma parceria inédita entre o Ministério da Justiça e Segurança Pública do Brasil e a Interpol, com foco no enfrentamento ao tráfico internacional de drogas.

O governo brasileiro financiará a estrutura com orçamento previsto de R$ 11 milhões para o primeiro ano. O recrutamento de policiais começará em março para formar a força-tarefa que funcionará no escritório da Interpol em Buenos Aires.

O modelo será inspirado nas Ficcos (Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado), que reúne a Polícia Federal e as polícias estaduais em atuação coordenada, com compartilhamento de inteligência e operações conjuntas.

O anúncio foi feito nesta segunda-feira (23) no Ministério da Justiça.

Diante dos resultados obtidos pelas Ficcos no enfrentamento às facções no Brasil, a Interpol decidiu replicar o modelo em escala internacional.

Na prática, profissionais de segurança pública de todos os países sul-americanos serão recrutados para atuar de forma conjunta em uma força-tarefa instalada em Buenos Aires.

O recrutamento deve começar em março de 2026. A previsão é que, entre 30 e 60 dias após essa etapa inicial, a força-tarefa já esteja com as atividades operacionais em andamento e produzindo relatórios conjuntos de inteligência.

Os agentes terão acesso direto aos bancos de dados globais da Interpol, o que permitirá ampliar o intercâmbio de informações e viabilizar operações integradas entre os países participantes.

A partir desse diálogo, foi estruturada a proposta de replicar o modelo brasileiro na América do Sul.

Lula tem reiterado que o enfrentamento ao crime organizado é uma das pautas prioritárias do governo, especialmente diante da expansão de grupos criminosos e do avanço do tráfico transnacional de drogas na América do Sul.

Urquiza afirmou que embora sediada na América do Sul, a ação terá reflexos globais, uma vez que as rotas de tráfico locais alimentam mercados na Europa, Ásia e América do Norte. Ele disse que os países da América do Sul já manifestaram interesse em participar do projeto.

"É um modelo de força-tarefa mesmo. Eles vão sentar lado a lado, trazendo as informações que têm sobre as organizações, sobre os líderes e sobre os ativos e, a partir dali, com base nas informações dos outros países, produzir relatórios de inteligência", disse.

Um outro ponto é dar atenção especial às áreas de fronteiras.

A Senad (Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas), do Ministério da Justiça, será responsável pelo financiamento do projeto e pela formulação de políticas públicas baseadas nas evidências colhidas.

"Esta é uma pauta que tem tocado de perto a população brasileira. Todas as pesquisas indicam esse nível de prioridade. E é possível e necessário que tenhamos condições objetivas, tanto pelo marco legal quanto pelos critérios de financiabilidade e pelas iniciativas como essa, de elevar essa iniciativa a um patamar de prioridade, inegavelmente", disse.

FONTE/CRÉDITOS: Jcnet (Por Raquel Lopes | da Folhapress)
Comentários:

Veja também