Os livros mais recentes do ex-ministro Aldo Rebelo, pré-candidato à Presidencia da República pela Democracia Cristã (DC), tomam temas conhecidos como base para lançar críticas a lideranças políticas, grupos e tendências.
Em "Amazônia - A Maldição de Tordesilhas - 500 Anos de Cobiça Internacional", publicado há dois anos, o autor enaltecia o potencial da região Norte do país e atacava a atuação do Ministério do Meio Ambiente, sob Marina Silva (Rede).
Também se voltava contra as organizações não-governamentais (ONGs), especialmente as estrangeiras e as brasileiras que recebem financiamento de governos e entidades de outros países.
No novo "Dom Pedro 1º - Caudilho do Brasil", cujo lançamento acontece nesta terça (31), em São Paulo, as reflexões se estruturam de modo semelhante. Aldo retrata o monarca como "o maior herói do Brasil" e se insurge contra "a ofensiva antinacional do identitarismo e da agenda woke", que "trabalha para desconstruir os mitos da identidade comum".
Segundo o ex-ministro, o imperador é a principal vítima de uma historiografia contemporânea disposta a provar que "nosso processo de construção nacional não passa de uma sucessão de erros e crimes, um acúmulo de mazelas e deformidades".
Na visão de Aldo, esse é um problema decorrente, entre outros fatores, do hábito de "julgar fatos e personagens do passado com a régua e os valores do presente".
Não se trata de uma biografia no sentido convencional. Alguns capítulos abordam passagens da trajetória de dom Pedro 1º por Brasil, Portugal e França, e outros registram marcas da sua personalidade. Há ainda trechos do livro dedicados a membros da elite monárquica, como a imperatriz Leopoldina e José Bonifácio; a líderes das batalhas pela independência, como o almirante Thomas Cochrane; e a nomes do povo que se envolveram na causa, como Maria Quitéria.
No capítulo final, Aldo defende que "o grito do Ipiranga e dom Pedro constituem o mais simbólico dos mitos fundadores da nacionalidade brasileira".
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