Nenhuma unidade prisional quer arcar com a responsabilidade de ficar com a dona de casa Elisângela Rosa de Paula Oliveira, de 25 anos, assassina confessa de seus dois filhos - Vinícius Oliveira, 6 anos, e Thaís, de 1 ano e sete meses. O duplo homicídio aconteceu em Jundiaí, na tarde da última terça-feira. Com uma serra elétrica (esmerilhadeira para corte de metal) nas mãos, a acusada atacou as duas crianças e depois desapareceu.
Ela acabou sendo localizada pela polícia em Bauru, um dia depois de cometer o crime. Provocando a ira das presas por onde passou nos últimos dias, Elisângela já esteve na Cadeia Pública Feminina de Itupeva, próxima de Jundiaí, na Cadeia de Bom Jesus dos Perdões, na região de Atibaia, e, no início da tarde de ontem, foi transferida novamente. Desta vez, para o Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico “Professor André Teixeira Lima”, em Franco da Rocha. Esta unidade pode, finalmente, ser o local definitivo de sua permanência.
Elisângela está sob a responsabilidade direta da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP). Em Franco da Rocha, ela foi colocada em uma cela separada para evitar possíveis ataques de outras presas e ficará sob um regime de observação. Além disso, também passará por uma série de exames neurológicos e psiquiátricos que poderão verificar o seu real estado de saúde mental. Sua permanência no hospital é por tempo indeterminado, de acordo com a assessoria de imprensa da SAP.
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