A agência da Caixa Econômica Federal localizada na avenida Duque de Caxias, em Bauru, permaneceu fechada na manhã da última sexta-feira (20) para realização de perícia por parte da Polícia Federal (PF). Segundo informações publicadas pelo Sindicato dos Bancários de Bauru e Região em site e redes sociais, investigações conduzidas pela PF revelam que a unidade seria o próximo alvo da chamada "quadrilha do rapel", grupo criminoso que atua invadindo agências bancárias pelo forro durante horário do expediente.
O Sindicato cita que a informação sobre o provável roubo na agência de Bauru partiu de um dos integrantes da quadrilha, que foi preso recentemente na região por envolvimento em outros crimes do tipo. A suspeita, de acordo com o órgão, levou a PF a realizar diligências na unidade e a encontrar duas câmeras escondidas no forro do prédio, o que poderia indicar um eventual monitoramento prévio visando à posterior execução do crime.
Após a conclusão da perícia, ainda conforme o Sindicato, a agência foi reaberta ao público. "Os diretores do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, Pedro Valesi e Laura Xavier, acompanharam a retomada do atendimento para verificar as condições de trabalho e prestar apoio aos funcionários", diz na publicação. "A notícia de que a unidade poderia ter sido alvo de uma ação criminosa gerou apreensão entre os trabalhadores".
Prisões
No último dia 12 de fevereiro, a PF deflagrou as Operações Azelha e Rapel II com o objetivo de reprimir as ações de uma organização criminosa especializada em roubos a agências da Caixa Econômica Federal.
As investigações, que contaram com o apoio da área de segurança do banco, apontaram que o grupo, com atuação estruturada e armada, foi responsável por diversos roubos e furtos qualificados.
Em duas das ocorrências investigadas, os criminosos conseguiram subtrair mais de R$ 2 milhões, mediante emprego de armas de fogo e rendição de funcionários das agências durante as ações.
Na ocasião, cerca de 50 policiais federais cumpriram mandados de busca e apreensão, mandados de prisão e medidas de sequestro de bens e valores expedidos pela Justiça Federal. As diligências ocorrem em endereços nas cidades de Mauá/SP e de São Carlos/SP.
Caso semelhante
O Sindicato dos Bancários lembra que, em abril do ano passado, criminosos armados e encapuzados invadiram pelo telhado o Banco do Brasil localizado no Núcleo Mary Dota, também em Bauru, em plena luz do dia, e renderam seis funcionários. Quando a ação ocorreu, a agência já estava fechada e não havia clientes.
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