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Ypê recua após pressão e volta a aceitar reembolsos

Após nova avaliação do caso, a fabricante informou que seguirá aceitando pedidos de troca e devolução dos produtos afetados.

Ypê recua após pressão e volta a aceitar reembolsos
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A Ypê voltou atrás nesta sexta-feira (15) e decidiu retomar os processos de troca e reembolso de produtos suspensos pela Anvisa. A mudança ocorreu poucas horas após a empresa informar que deixaria de realizar pagamentos via Pix para consumidores afetados.

O recuo aconteceu depois de uma reunião entre representantes da fabricante e da agência sanitária, em meio à crise envolvendo suspeita de contaminação microbiológica em produtos líquidos fabricados na unidade de Amparo (SP).

Empresa muda posição após suspensão da Anvisa

Durante o dia, a fabricante chegou a disponibilizar em seu site um formulário para reembolso automático de detergentes ligados aos lotes investigados. O sistema permitia solicitar devolução sem necessidade de nota fiscal ou envio de imagens do produto.

Horas depois, porém, a ferramenta foi retirada do ar e substituída por um canal de atendimento ao consumidor. Inicialmente, a empresa alegava que a decisão da Anvisa não obrigava a realização de ressarcimentos.

Após nova avaliação do caso, a fabricante informou que seguirá aceitando pedidos de troca e devolução dos produtos afetados.

Produtos seguem em quarentena

Segundo a empresa, os itens suspensos permanecerão armazenados em quarentena até a conclusão de testes laboratoriais independentes. A expectativa é apresentar laudos reconhecidos pela Anvisa para tentar liberar novamente a comercialização dos produtos.

A companhia afirma que os testes podem levar até 90 dias devido ao grande volume de mercadorias analisadas.

Enquanto isso, a agência mantém a recomendação para que consumidores não utilizem produtos dos lotes atingidos pela medida.

Contaminação microbiológica preocupa consumidores

De acordo com a Anvisa, inspeções identificaram falhas em processos produtivos e presença de contaminação microbiológica em produtos líquidos da marca.

A agência destacou que, mesmo sem existir um limite microbiológico específico para produtos de limpeza no Brasil, as normas sanitárias exigem que fabricantes adotem medidas rigorosas para prevenir qualquer tipo de contaminação.

Quais produtos foram afetados?

A suspensão envolve produtos líquidos fabricados entre janeiro e março deste ano com lotes terminados em número 1.

Entre os itens estão linhas de lava-louças Ypê, desinfetantes Bak e Atol, além de diversos modelos de lava-roupas Tixan Ypê.

A medida não inclui detergentes em pó ou lava-roupas em pó.

A empresa informou ainda que cerca de 3 mil funcionários seguem atuando em adequações internas para atender às exigências sanitárias determinadas pela Anvisa.

FONTE/CRÉDITOS: Jcnet
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