A decisão de prender novamente o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, nesta quarta-feira (4), foi tomada porque a Polícia Federal encontrou no celular do empresário mensagens que citam tentativa de assalto contra o jornalista Lauro Jardim, colunista d'O Globo, como forma de intimidação.
O banqueiro foi preso preventivamente (sem tempo determinado) em nova fase da Operação Compliance Zero. A ordem partiu do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), relator das investigações sobre o caso Master.
No material recebido por Mendonça, não há indício de envolvimento dos advogados de Vorcaro no esquema de ameaça ao jornalista.
Também não há menção a ligações de Vorcaro com Dias Toffoli ou Alexandre de Moraes.
Foi constatada invasão indevida de sistemas, inclusive da própria PF, MPF (Ministério Público Federal) e falsificação de documentos públicos. Foi simulada a assinatura de membro do Ministério Público.
Um grupo chamado de "A Turma", liderada por uma pessoa com o apelido "Sicário", fez ameaças a integridade física também de outras pessoas.
Há também suspeita de agentes públicos envolvidos: dois ocupantes de altos cargos no Banco Central, que auxiliavam Vorcaro e atendiam interesses dele. Os dois foram afastados do cargo pela decisão.
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