Caracterizada por manchas avermelhadas, coceira intensa e inchaço, a urticária pode surgir de maneira repentina em diferentes regiões do corpo, como pernas e braços. Dados de plataformas de saúde e diretrizes médicas internacionais indicam que entre 15% e 20% da população geral apresenta ao menos um episódio da condição ao longo da vida.
Celebrado em 1º de outubro, o Dia Mundial da Urticária tem como principal objetivo conscientizar a população sobre essa condição dermatológica.
As causas da urticária são divididas em dois grandes grupos. As urticárias induzidas são desencadeadas por reações alérgicas a medicamentos ou alimentos, estresse, infecções, calor, frio, sol, pressão, vibração na pele ou exercício físico. Já as espontâneas decorrem de condições autoimunes ou não estão associadas a uma causa definida.
A manifestação da doença é marcada pela liberação de histamina, substância que provoca vasodilatação, aumento da permeabilidade vascular e estimulação nervosa, responsável pela coceira característica. Quando tem duração inferior a seis semanas, a condição é classificada como aguda. Acima desse período, passa a ser considerada urticária crônica.
Entre os sintomas mais comuns estão manchas redondas, ovais ou assimétricas, coceira intensa, migração rápida das lesões de uma área para outra do corpo e sensação de queimação ou ardência na pele. Nos casos mais graves, pode ocorrer o angioedema, inchaço que atinge camadas mais profundas da pele, geralmente ao redor dos olhos, lábios, língua ou garganta, podendo comprometer inclusive a respiração.
Sinais como inchaço acentuado na boca, nos lábios, na língua e na garganta, falta de ar intensa, chiado no peito, rouquidão, dificuldade para engolir, tontura, queda de pressão, desmaio, vômitos e diarreia, indicam que a urticária pode estar evoluindo para uma anafilaxia, reação alérgica grave, de início rápido, que afeta todo o organismo. Nesses casos, como orienta o médico e alergologista Eli Roberto Garcia Filho, cooperado da Unimed Bauru, "é fundamental buscar atendimento médico de urgência".
TRATAMENTO
O acompanhamento médico especializado é a conduta mais segura e eficaz para o controle da urticária. De acordo com o alergologista, a automedicação não é indicada em nenhuma hipótese.
O plano terapêutico inclui os tratamentos de urgência (ou emergência) e ambulatorial. Se o paciente possui crises que causam risco de morte, como inchaço na garganta ou desmaios e perda de consciência, ele deve sempre possuir a adrenalina autoinjetável, dispositivo portátil em formato de caneta que deve ser utilizada assim que os sintomas aparecerem, e em seguida, se encaminhar ao serviço de emergência médica mais próximo.
No ambulatório são utilizados medicamentos antialérgicos de segunda geração, ou seja, que não causam sono e, caso não haja controle com eles, são utilizadas medicações imunomoduladoras. Corticosteroides sistêmicos não devem ser utilizados rotineiramente.
O alergologista explica que a urticária crônica espontânea (UCE) não possui uma causa definida e, atualmente, é tratada como uma doença autoimune, ou seja, causada por alterações no sistema imunológico do paciente. Por isso enfatiza que "a avaliação médica é crucial para definir o tratamento mais adequado para cada paciente".
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