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Três são identificados como agressores de jovem atacado em Bauru

Bruno Unikowsky sofreu fraturas e foi socorrido

Três são identificados como agressores de jovem atacado em Bauru
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Um jovem foi violentamente agredido por cerca de dez pessoas na madrugada de domingo (13), na avenida Getúlio Vargas, em Bauru, e a Polícia Civil já iniciou as investigações sobre o caso, tratado inicialmente como tentativa de latrocínio e crime de homofobia equiparado ao crime de racismo, que é inafiançável e imprescritível. Três suspeitos, residentes em Marília, já foram identificados.

Segundo denunciou em redes sociais o presidente do Coletivo Existir, Anderson Leno Barbosa, o ataque foi motivado por homofobia. A vítima, Bruno Unikowsky teria sido alvo de ofensas discriminatórias motivadas por sua orientação sexual ao sair de uma casa noturna e, após uma discussão, foi cercado pelos agressores.

Ele sofreu lesões no rosto e no corpo e teve pertences pessoais roubados, mas conseguiu se desvencilhar e arrancar a placa de uma caminhonete pertencente a um dos integrantes do grupo. Em seguida, correu, foi perseguido pelos autores de carro, mas escapou ao se esconder em um matagal.

Segundo o delegado Marcelo Góes, da 1.ª Delegacia de Investigações Gerais (1.ª DIG) da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Bauru, além de agredir Unikowsky, os autores levaram a bolsa transversal que a vítima carregava com celular e objetos pessoais. "Ele só conseguiu chegar em casa pela manhã. Sofreu lesões principalmente na cabeça e, nesta segunda-feira, passou por avaliação, inclusive com ressonância magnética, para detectar eventuais traumas. Fez ainda exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML). Agora, estamos aguardando estes exames para verificar o que realmente aconteceu", detalha.

Unikowsky mora em Londres e é fotógrafo de moda, com trabalhos em revistas como Vogue, Harper's Bazaar, Glamour e L'Officiel. Ele foi atendido no Hospital de Base de Bauru na companhia da mãe, que reside na cidade.

DILIGÊNCIAS

Nesta segunda-feira, a 1.ª DIG já iniciou o levantamento das câmeras de monitoramento existentes no local da agressão e no trajeto em que o jovem foi perseguido. Em seguida, solicitará as imagens a comerciantes e moradores para melhor compreender a dinâmica dos fatos. A equipe também tentou localizar os objetos roubados da vítima, mas não obteve êxito.

O delegado também explica que o caso é tratado inicialmente como tentativa de latrocínio devido ao roubo sofrido pela vítima, à gravidade das lesões e ao número de agressores. "Então, acreditamos que eles tinham a intenção de matar ou assumiram o risco de provocar o evento morte. Por conta disso, devo pedir as prisões temporárias destes três indivíduos para dar continuidade às investigações, ouvi-los, indiciá-los e identificar os outros envolvidos", acrescenta.

Em nota, o Coletivo Existir repudiou o que classificou como uma "violência brutal e covarde" e exigiu investigação rigorosa por parte das autoridades. "Esse crime não é isolado. É reflexo de uma sociedade que ainda silencia diante da LGBTfobia", diz o texto. O coletivo pede apoio da população para esclarecer o ataque ao jovem.

"Existir não pode ser um risco", afirma a nota. O grupo presta solidariedade à vítima e reforça o compromisso de combater atos de ódio. A advogada Amanda Bassoli, que preside o Conselho Municipal de Atenção à Diversidade Sexual de Bauru (Cads), também colocou a entidade à disposição para apoiar a vítima no que for necessário.

FONTE/CRÉDITOS: Jcnet
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