O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), voltou atrás e determinou que os materiais apreendidos na segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes envolvendo o Banco Master, sejam encaminhados à Procuradoria-Geral da República (PGR). Inicialmente, Toffoli havia decidido que os itens ficariam lacrados e sob custódia do STF, em Brasília.
Na nova decisão, tomada na noite de quarta-feira (14), o ministro autorizou que a PGR realize a extração e análise de todo o acervo probatório apreendido. Toffoli estabeleceu que caberá ao procurador-geral da República garantir a guarda adequada dos materiais, com preservação dos dispositivos eletrônicos até a realização das perícias.
A operação teve 42 alvos e incluiu novas buscas em endereços ligados ao controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, além da prisão temporária do investidor Fabiano Campos Zettel. Também foram alvos o empresário Nelson Tanure e João Carlos Mansur, ex-presidente da gestora Reag Investimentos. As investigações apuram o suposto esquema de fraudes financeiras, com bloqueio e sequestro de bens que ultrapassam R$ 5,7 bilhões.
*Com informações do Metrópoles
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