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'Tia adotiva' descobriu golpe de mulher que fingia ser criança

Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos, fingia ter 12

'Tia adotiva' descobriu golpe de mulher que fingia ser criança
Reprodução/TV Record
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A "tia adotiva" da mulher de 37 anos que fingia ter 12 e conviveu por mais de um ano com uma família em Joinville foi a responsável por descobrir o golpe aplicado por Amanda Maria Souza de Oliveira, segundo informações da Polícia Civil de Santa Catarina.

O delegado Rodrigo Bueno Gusso, responsável pelo caso, disse que a mulher, que mora em Balneário Camboriú, estranhou o comportamento de Amanda, chamada pela família de Gabriele, e percebeu a história falsa ao encontrar matérias na imprensa sobre um episódio semelhante ocorrido em Nova Iguaçu (RJ), em 2023.

As reportagens foram mostradas pela tia ao pai adotivo, e o caso foi levado à polícia dois dias depois, em 29 de maio, e Amanda foi presa no dia 2 de junho.

Em nota, o advogado Rafael Luiz Siewert, responsável pela defesa de Amanda, afirmou que aguarda a conclusão da perícia médica para definir as medidas judiciais cabíveis e que não irá comentar o mérito do caso enquanto o processo estiver em andamento.

Rafael acrescentou ter recebido com "serenidade" a denúncia apresentada pelo Ministério Público contra Amanda por falsa identidade e estelionato na segunda-feira (8). Embora a Promotoria já tenha formalizado a denúncia, o processo permanece suspenso até a realização dos exames de sanidade mental da acusada, marcados para o dia 26 de junho.

Segundo o delegado do caso, a tia adotiva percebeu uma semelhança física de Amanda com as fotos da reportagem do caso de Nova Iguaçu, assim como uma semelhança nas versões.

Em Nova Iguaçu, Amanda foi presa em flagrante após enganar duas mulheres por cerca de um mês, apresentando-se como uma criança chamada Maria Eduarda. Ela afirmava ter fugido de abusos cometidos pelo pai no Ceará e dizia ter chegado ao Rio de Janeiro após pegar carona com caminhoneiros.

Na época, foi denunciada e presa, mas acabou liberada após o Ministério Público propor um acordo de não persecução penal.

Durante a audiência de custódia, Amanda, que é cearense, confessou ter aplicado golpes semelhantes no Paraná, Minas Gerais, Goiás e Ceará, além de Santa Catarina e Rio de Janeiro.

O caso de São Paulo não foi confirmado por Amanda na audiência.

Em todos os casos, Amanda usava uma história parecida para justificar sua origem e aparência. Ela dizia ter entre 12 e 13 anos, ser autista e ter sofrido diferentes tipos de maus-tratos, incluindo agressões físicas, abuso sexual e uso forçado de hormônios, o que motivou a fuga de um estado para outro.

FONTE/CRÉDITOS: Jcnet
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