Mais de 300 periquitos morreram após a queda de um eucalipto durante a tempestade da madrugada da última quarta-feira (28), no interior do Maranhão. Especialistas apontam que o comportamento natural da espécie e as condições climáticas extremas explicam por que tantas aves não conseguiram escapar.
Segundo o médico-veterinário ouvido pelo G1, periquitos são aves diurnas e evitam voar à noite para fugir de predadores. Assim, costumam permanecer imóveis e agrupados enquanto descansam. Com a queda repentina da árvore, muitas que estavam no lado que atingiu o solo não tiveram tempo de reagir.
Dos 27 periquitos resgatados vivos, três morreram durante o transporte até São Luís. Os sobreviventes estão sob cuidados do Ibama no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), onde recebem tratamento para fraturas, traumas e outras lesões. Parte das aves apresenta quadros graves, o que ainda pode resultar em novas perdas.
O Ibama reforça que recolher e manter animais silvestres em casa é crime ambiental e orienta que eventuais aves resgatadas sejam entregues voluntariamente às autoridades ambientais.
*Com informações do g1
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