Reeleito no primeiro turno, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) atrela mudanças no seu secretariado a uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições.
Ainda sem perspectiva de movimentações na equipe que irá compor a próxima gestão, Tarcísio adiou as decisões para novembro e tem dito que a prioridade é eleger Flávio presidente. Na manhã seguinte de sua reeleição com recorde de votação –62,65% dos votos válidos–, Tarcísio foi para Brasília trabalhar na campanha do aliado político.
Na segunda-feira (5), o governador declarou à TV Jovem Pan que irá indicar membros de sua gestão para compor o eventual governo federal de Flávio. "A gente vai estar sempre pronto para indicar quadros que fazem parte do Governo de São Paulo, e o Flávio já tem me falado que tem interesse de levar alguns quadros que estão aqui conosco para o Governo Federal", disse.
Outro ex-integrante da equipe econômica de Guedes, o secretário de Gestão e Governo Digital, Caio Paes de Andrade, também deve deixar o cargo até o fim do ano para eventualmente compor a equipe de Flávio.
Como a Folha de S.Paulo mostrou, o atual secretário de Educação, Renato Feder, está entre os nomes cotados para integrar uma possível gestão Flávio Bolsonaro e também deve deixar o Palácio dos Bandeirantes caso se confirme a vitória do candidato do PL no segundo turno.
A participação de Tarcísio na campanha do aliado é estratégica, já que o candidato do PL venceu em 603 das 645 cidades do estado. O presidente Lula (PT), que disputa a reeleição, teve maioria de votos em 39 municípios paulistas.
Uma das principais movimentações esperadas para a formação do novo secretariado do Governo de São Paulo é a transferência de Natalia Resende, atual secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, para a Casa Civil, posto de primeiro escalão e próximo do governador.
Ela é um dos quadros mais elogiados por Tarcísio, que se refere a ela como "supersecretária". Natalia foi escolhida para integrar o time de coordenação do programa de governo do próximo mandato.
Carneiro deve voltar ao Palácio dos Bandeirantes após o segundo turno das eleições, já que se afastou para coordenar a campanha de Tarcísio.
Sem previsão de reintegrar a gestão, Kassab disse que a relação com o governador "não é baseada em cargos, e sim em convicções", e que a composição do secretariado é de responsabilidade do governador.
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