Famílias com crianças, casais jovens e beneficiários de auxílio-moradia terão mais chances de serem selecionados para aquisição de mil imóveis na cidade de São Paulo com financiamento imobiliário subsidiado da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano).
Outro critério que irá compor o sistema de seleção é se o grupo familiar já mora ou trabalha a até 1,5 quilômetro do empreendimento de interesse. É a primeira vez que a empresa vinculada ao governo estadual testa esse conjunto de critérios no lugar dos sorteios.
Os apartamentos estão distribuídos por 15 empreendimentos em todas as regiões da cidade. As inscrições devem ser realizadas no site da CDHU (www.cdhu.sp.gov.br) entre 9h desta segunda-feira (20) e 17h do dia 30 de julho.
Os novos critérios sociais para seleção das famílias são uma tentativa da gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) de direcionar os imóveis para o público prioritário, que inclui pessoas de maior vulnerabilidade, segundo o secretário estadual da Habitação e Desenvolvimento Urbano, Marcelo Branco.
Existe também a expectativa no governo de que esse sistema ajude a manter os inscritos nos bairros onde já moram ou trabalham. "As famílias tendem a criar vínculos com o território, que funciona como um vetor de desenvolvimento urbano", diz Branco.
Para participar, a família deve ter renda mensal que varia de um a dez salários mínimos –de R$ 1.621 a R$ 16.210, em valores de 2026.
A renda dos moradores é definida pela política de habitação social vigente. Serão 639 unidades de HIS-1 (Habitação de Interesse Social - 1), voltadas a famílias com renda mensal de até três salários mínimos; 291 unidades de HIS-2, cuja renda familiar vai de três a seis salários mínimos; e 70 para a chamada HMP (Habitação de Mercado Popular), com renda entre seis e dez salários mínimos.
Também é necessário morar ou trabalhar há pelo menos cinco anos na capital paulista e não ter sido atendido por nenhum outro programa habitacional. Não é permitida a inscrição de quem já tem imóvel próprio.
As cartas de crédito serão liberadas para aquisição de unidades em construção ou ainda na planta, com juro zero para famílias com renda mensal de até cinco salários mínimos.
As prestações são calculadas conforme a renda familiar. Os beneficiários podem optar pelo comprometimento de 20% da renda, com parcelas corrigidas apenas pela inflação oficial, definida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), ou de 30% da renda em parcelas fixas, sem reajuste durante todo o financiamento. A menor parcela é de R$ 324,20.
Durante a fase de obras, as famílias são isentas de qualquer encargo financeiro. A primeira prestação do financiamento é paga apenas 30 dias após a entrega das chaves. Como determina a legislação, 7% das unidades serão destinadas a pessoas com deficiência e 5% a idosos. As demais serão distribuídas conforme a classificação.
Sistema de pontuação definirá beneficiários
A seleção dos beneficiários ocorrerá de forma classificatória, e os novos critérios garantirão uma pontuação aos inscritos.
Serão atribuídos três pontos para famílias com crianças na primeira infância (0 a 6 anos); um ponto para casais jovens que tenham entre 18 e 34 anos completos; um ponto para famílias que recebem auxílio-moradia da CDHU; e um ponto para famílias que moram ou trabalham em um raio de até 1,5 quilômetro do empreendimento de interesse.
Caso haja empate entre as famílias, outros requisitos serão levados em consideração para desempate, como o maior número de crianças na primeira infância ou a menor idade do filho mais novo, conforme descrito no edital. Se for impossível estabelecer um desempate após a aplicação dos requisitos, será realizado sorteio para definir a ordem de classificação.
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