O senador e ex-juiz Sergio Moro (PL), 54, foi eleito governador do Paraná nas eleições deste domingo (4).
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Com 99,87% das urnas apuradas, Moro tem 50,11% dos votos válidos, ante 25,35% do deputado federal Sandro Alex (PSD) e 23,47% do deputado estadual Requião Filho (PDT).
O resultado eleitoral representa uma derrota para o grupo do atual governador, Ratinho Junior (PSD), que demorou para escolher um nome para entrar na eleição deste ano e não conseguiu reduzir o impacto da aliança entre Moro e o bolsonarismo.
Em março, Moro trocou o União Brasil pelo PL, partido que no Paraná integrava a base aliada de Ratinho Junior.
A campanha foi marcada por intensa troca de ataques entre Moro e o grupo de Sandro Alex, especialmente na reta final da corrida.
No início da propaganda eleitoral, Moro evitou fazer críticas ao governo de Ratinho Junior, cuja aprovação se aproxima de 80%, segundo pesquisa da Quaest.
Mas o governador se tornou figura onipresente na campanha de Sandro Alex e o grupo passou a atacar o ex-juiz, que permaneceu líder em intenção de voto em todas as pesquisas da Quaest desde abril.
Em um terceiro momento da campanha, o grupo de Sandro Alex observou o crescimento de Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas ao Planalto e passou a falar da antiga aliança de Ratinho Junior com o ex-presidente Jair Bolsonaro, ignorando o presidenciável do PSD, Ronaldo Caiado.
Em resposta, Flávio Bolsonaro chegou a gravar mais um vídeo em apoio a Moro, em que dizia que seu candidato no Paraná era um só, o ex-juiz.
Na avaliação das campanhas rivais, o pedetista não tinha espaço para avançar em segmentos do eleitorado mais distantes do campo da esquerda.
A disputa ao Palácio Iguaçu teve outros cinco candidatos: a produtora cultural Tayná Miessa (Unidade Popular), 31, o advogado Luiz França (Missão), 32, o advogado Alexandre Salomão (Mobiliza), 55, o mecânico Adriano Funileiro (PCO), 39, e o professor Samuel de Mattos (PSTU), 38.
Em 2018, Moro aceitou o convite de Jair Bolsonaro, eleito naquele ano à presidência da República, para ser ministro da Justiça e Segurança Pública. Mas ele permaneceu à frente da pasta apenas entre janeiro de 2019 e abril de 2020.
Deixou o governo alegando interferência política do então presidente dentro da Polícia Federal para blindar familiares de investigações em andamento.
Quando questionado pela imprensa sobre o episódio de 2020, Moro não volta a detalhes do caso e repete que a bandeira contra o PT é superior às divergências entre eles.
Depois de sair do governo federal, Moro foi diretor da empresa de consultoria americana Alvarez & Marsal por um ano. Depois, se filiou ao Podemos, de olho em uma candidatura ao Planalto. Mas, faltando apenas uma semana para o fim das trocas partidárias, anunciou que estava se filiando ao União Brasil.
Com a vitória ao Governo do Paraná, quem assumirá sua cadeira no Senado é seu primeiro suplente, o advogado e empresário Luis Felipe Cunha, considerado um braço direito de Moro. Cunha nunca exerceu mandato eletivo.
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