Mais de metade das seleções da Copa de 2026 tiveram sua melhor participação no torneio a partir de 2002. Dos 44 países que disputam pelo menos a segunda Copa este ano, 25 registraram o melhor resultado em alguma das últimas seis edições.
Apenas Brasil e Alemanha tiveram melhor desempenho distribuído ao longo de meio século, com o primeiro título nos anos de 1950 e o último após a virada para o ano 2000.
A Argentina também mantém distribuição longa de resultados, com o título mais antigo de 1978 e o mais recente de 2022.
O país é, junto com a Argentina, o "vice-campeão dos vices". São três finais e três vice-campeonatos, seu melhor resultado.
A seleção apelidada de Carrossel Holandês chegou a duas finais, com as estrelas do time Johan Cruyff (1974) e Rob Rensenbrink (1974, 1978). Mais fresco na memória dos brasileiros estão Wesley Sneijder e Arjen Robben, que entraram em campo contra o Brasil e ajudaram a Holanda a chegar à sua terceira final, em 2010.
Algumas zebras sonharam com o título, como a Croácia, vice-campeã em 2018, e o Marrocos, quarto lugar em 2022. Naquele ano, Luka Modri? foi a estrela do time croata e levou a bola de ouro da Fifa como melhor jogador.
Já o Marrocos encantou com o lateral Achraf Hakimi, que conquistou o bicampeonato da Liga dos Campeões com o Paris Saint-Germain, o meia Hakim Ziyech e o goleiro Yassine Bounou.
Em 2026, Hakimi e Bounou voltam a campo para defender o legado da última Copa, quando o Marrocos foi a primeira seleção africana a chegar às semifinais.
Encontrou novamente o Brasil na semifinal. Com o gol de Ronaldo, a Turquia perdeu a vaga na final para o campeão daquele ano, mas fez história ao conquistar o 3º lugar sobre a Coreia do Sul.
O 4º lugar foi a melhor participação em Copas para a Coreia do Sul, anfitriã de 2002. Uma das estrelas do time foi o atacante Ahn Jung-hwan, que marcou em momentos decisivos, em um deles eliminando a Itália nas oitavas. O ex-zagueiro Hong Myung-bo, atual técnico da equipe, estava no time que levou a Coreia um degrau acima na história das Copas.
No ano de melhor desempenho, em 1966, a Inglaterra levou seu único título em Copas. Na final, o centroavante Geoff Hurst protagonizou um dos gols mais polêmicos da história do torneio. Por décadas, a legalidade do gol do título sobre a Alemanha foi questionada e as imagens estão entre as mais reproduzidas na história do futebol.
Entre as melhores campanhas da Argentina, 1986 foi palco de um dos lances mais lembrados das Copas. Na final contra a Inglaterra, Diego Maradona marcou os famosos "gol da mão de Deus" e "gol do século", icônicas jogadas do craque argentino.
No caso da tetracampeã Alemanha, o título de 1954 é um dos mais emblemáticos. Ficou conhecido como o "Milagre de Berna", porque o país foi a zebra do campeonato e ganhou a final de virada contra a Hungria, uma potência do futebol àquela época.
Mas nem todos os heróis das Copas foram marcados por títulos e êxitos. Jogadores como Emmanuel Sanon, do Haiti, Hassan Rowshan e Ali Parvin, do Irã, foram ídolos por ajudarem sua equipe a chegar ao Mundial, mesmo terminando nas últimas posições, em 1974 e 1978, respectivamente.
Comentários: