A Polícia Civil de Goiás concluiu o inquérito que investigava as mortes do secretário de Governo de Itumbiara, Thales Naves Alves Machado, 40, e de seus dois filhos, de 12 e 8 anos. O caso é tratado como duplo homicídio seguido de suicídio.
O caso aconteceu no dia 11 de fevereiro, no condomínio onde moravam. O irmão mais velho, Miguel Araújo Machado, 12, morreu ainda na quinta-feira (12) após ser atingido pelos disparos.
O mais novo, Benício Araújo Machado, 8, estava internado em estado gravíssimo na UTI do Hospital Estadual da cidade desde a noite do crime e morreu no final da tarde do dia 13.
Segundo a investigação, horas antes do crime, Thales já apresentava comportamento considerado atípico. No período da tarde, ele teria procurado uma testemunha próxima ao casal e iniciado questionamentos sobre a ex-companheira, Sarah Araújo, tentando confirmar se ela estaria acompanhada de outra pessoa em São Paulo. Na ocasião, descobriu quem seria o suposto terceiro envolvido.
De acordo com a Polícia Civil, ele já havia contratado um detetive particular que atuava em São Paulo para monitorar a ex-companheira. Às 19h, o detetive entrou em contato para informar que havia conseguido imagens de Sara com outro homem. O suposto conteúdo, porém, só foi enviado às 22h50.
Matar filhos por vingança, hipótese para caso em Goiás, é crime cometido mais por homens Para os investigadores, a informação foi suficiente para intensificar a tensão. Às 18h03, antes mesmo de receber informações do detetive, Thales ligou para os pais para marcar um jantar. Ele chegou à casa deles por volta das 19h10 e permaneceu até 20h10.
Em depoimento, afirmou o delegado, os pais afirmaram que, posteriormente, perceberam no encontro um "tom de despedida" e "um carinho a mais", algo que só teria feito sentido após o desfecho do caso.
Ao sair da casa dos pais, ele foi diretamente a um posto de combustíveis. Imagens e recibos mostram que ele chegou ao local às 20h13 e comprou quatro galões de gasolina.
Câmeras de segurança registraram a chegada dele ao condomínio às 20h25, já com as crianças.
Entre 20h39 e 23h36, Thales tentou contato diversas vezes com Sarah. Às 20h39, o casal realizou uma última chamada de vídeo. De acordo com a polícia, a conversa não foi amigável e teria incluído ameaças por parte dele, afirmando que a vida dela "viraria um inferno". Após essa ligação, Sarah deixou de atender às chamadas.
O prefeito de Itumbiara, Dione Araújo, que era sogro de Thales, acompanhado de mais duas pessoas, foi quem chegou ao local e se deparou com a cena, na qual o secretário estava morto e os meninos, feridos.
De acordo com a perícia, os garotos estavam dormindo no momento em que receberam os disparos, já que Thales enviou à mãe deles uma foto em que eles dormiam, sob ameaças, na posição exata em que eles seriam atingidos em seguida.
A análise da cena do crime, segundo o inquérito, não indicou a presença de terceiros. Por isso, foi sugerido arquivamento pela extinção da punibilidade pela morte do autor.
Os velórios aconteceram na casa do avô das crianças.
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