Um bandido travestido de cientista publicou um artigo falso em que afirmou que a vacina do sarampo provocava autismo. Alegava uma ligação entre a vacina tríplice viral contra sarampo, caxumba e rubéola com o autismo, sendo publicado em 1998 na prestigiosa revista médica britânica The Lancet.
O pseudocientista Andrew Wakefield teve seu registro médico cassado, pois provou-se que os dados das 12 crianças foram manipulados e falsificados para favorecer esta conclusão já que havia recebido financiamento de advogados destas famílias que pretendiam processar os fabricantes de vacinas e enriquecerem facilmente.
Em 2010, The Lancet cancelou o artigo integralmente, declarando que as alegações eram falsas. Centenas de estudos globais com milhões de crianças já tinham demonstrados que não existe nenhuma relação entre a vacina do sarampo e o autismo.
Com o sarampo não tem jeito de culpar mosquitos ou sujeiras, pois o contato interpessoal é o que contagia. A culpa é do próximo que não se vacinou. Por que não se vacinou?
Inacreditável e só resta a ignorância como explicação e quem está lendo o artigo agora sabe a verdade. O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa e o homem é o único reservatório na natureza. Não podemos culpar animais e vegetais! Temos que assumir.
O contágio é feito com secreções e objetos com o vírus, especialmente as gotículas microscópicas que saem da boca e nariz durante a respiração, tosse e na fala. Elas são conhecidas como gotículas de Pflugge ou Flügge, descritas pelo bacteriologista alemão Carl Flügge quando estudava a transmissão da tuberculose. Elas podem secar nos objetos e permanecerem contagiosas.
Em 8 a 13 dias depois do contato com o “Paramixovirus”, pode se iniciar os primeiros sinais e sintomas do sarampo que duram 3 a 5 dias. Estes sinais iniciais são chamados de “prodrômicos” e representam a antessala da doença. São febre de 40-41 graus, conjuntivite, dor de garganta, espirros frequentes, coriza e tosse seca.
Doenças como o sarampo, assim como a rubéola, dengue, zika e outras são chamadas de “febres exantemáticas”, pois depois de três dias de febre alta, vem um vermelhão em manchas irregulares da pele chamado de exantema e que caracteriza o período clínico ativo da doença.
O sarampo pode levar ao óbito em até 10% dos pacientes, sendo mais grave nas lactantes e nos adultos. Depois de 4 a 7 dias de doença ativa, o exantema tende a secar e ocorre a descamação cutânea.
NA BOCA: KOPLIK
As manchas brancas de Koplik tem 1 a 3mm e uma base eritematosa ou vermelha, localizadas na altura dos primeiros molares superiores e da abertura do ducto parotídeo. Duram 24 a 48h e representam uma necrose focal do epitélio das glândulas salivares mucosas menores que forma vesículas cheias de liquido seroso cheio de células de defesa e vírus. Quando começa o exantema na pele, as manchas de Koplik desaparecem e a mucosa volta ao normal.
REFLEXÃO FINAL
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