O ex-presidente da Apae Bauru Roberto Franceschetti Filho, sentenciado em outubro de 2025 a 22 anos e seis meses de reclusão por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver da ex-secretária-executiva da entidade Claudia Lobo, teve a condenação mantida em 2.ª instância, nesta segunda-feira (11), no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). A defesa, composta por Leandro Pistelli, Vanessa Mangile e Lucas Martins, pedia a anulação do júri. De forma subsidiária, os advogados de Roberto também tentaram, junto ao Tribunal, a diminuição da pena. Eles deixam agora a defesa de Roberto, que será feita nas instâncias superiores, como o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e depois o Supremo Tribunal Federal (STF), por um outro advogado.
Segundo o advogado Alisson Caridi, que defende Letícia Lobo, filha da vítima e foi assistente de acusação no Fórum de Bauru, o recurso de apelação de Roberto foi negado por unanimidade pelos três desembargadores, que mantiveram a sentença original aplicada em primeira instância de Bauru.
Conforme o JCNET havia antecipado em março, o foco principal da Justiça em segunda instância é reanalisar as provas e a aplicação do direito de forma colegiada, podendo manter, reformar ou anular decisões. Segundo Leandro Pistelli, a defesa entende que, durante o interrogatório de Roberto, o juiz fez uma pergunta sem obedecer às formalidades legais. “Em razão disso, recorremos para tentar anular o júri. O interrogatório de um acusado é um ato de defesa e a lei determina algumas formalidades a serem seguidas e, no nosso entendimento, isso não ocorreu à época”, explicou Pistelli.
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