A três dias da estreia do Brasil na Copa do Mundo, está rolando um campeonato de pingue-pongue no hotel em que a seleção brasileira está hospedada, em Basking Ridge, no estado de Nova Jersey.
Também tem uma galera em partidas de truco, alguns curtindo um simulador de F1 e outros isolados em seus videogames.
É assim que, longe não só das câmeras da imprensa, mas também de familiares e amigos, que os atletas fazem para lidar com o longo período de concentração e disputa do Mundial.
Aos 29 anos, em sua segunda Copa do Mundo, Raphinha se considera um dos atletas mais experientes do elenco. Para ele, em meio à pressão natural que todo atleta carrega por representar a seleção brasileira em um Mundial, é fundamental buscar momentos para relaxar.
"A rotina aqui começa bem cedo. Logo depois do café, a gente já vai direto para o treino. Cada um faz sua preparação, às vezes teve ativação individual, às vezes tem ativação em grupo. Tem que gente que precisa fazer aquela proteção no pé. Depois, quando dá a hora, a gente vai para o treino", contou o atacante.
"É nesse momento que vocês acompanham aqueles 15 minutos de treino, né?", disse ele, se referindo ao curto período em que os profissionais de imprensa podem acompanhar o trabalhado liderado por Carlo Ancelotti.
"Depois desses 15 minutos, eu não posso falar o que acontece", brincou. "Mas, depois do treino, tem a galera que vai para a sauna, faz banheira fria ou tratamento. Quando voltamos para o hotel e terminamos o almoço, alguns vão direto para o videogame, outros para o truco. Temos até um simulador de F1 lá dentro. E também está rolando um campeonato de pingue-pongue", contou.
Para os mais velhos, ou mais experientes, como ele se corrigiu depois, ainda tem a galera que volta a fazer sessões de fisioterapia. "Cada um leva uma rotina um pouco diferente."
Ainda acabou marcado por declarações polêmicas, como quando afirmou que não assistia aos jogos do Mundial e ao questionar a necessidade de acompanhar as atuações de dois dos maiores astros daquela edição. "Por que eu tenho que saber algo sobre Messi e Mbappé?", reclamou.
Como se sabe, o argentino e o francês foram finalistas, e disputaram uma memorável final, com três gols de Mbappé e dois de Messi. No fim, o título ficou com a seleção sul-americana.
Seu último gol com a camisa amarela foi em março de 2025, na vitória por 2 a 1 sobre a Colômbia pelas Eliminatórias, ainda sob o comando de Dorival Júnior. Depois disso, disputou outras sete partidas com a seleção e teve apenas uma participação direta em gol, ao dar uma assistência no recente amistoso contra o Egito, o último do Brasil antes da estreia na Copa do Mundo.
No ano passado, ele também conviveu com lesões que o impediram de participar de algumas datas Fifa junto com a seleção.
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