Marília - A Polícia Militar (PM) prendeu, na manhã desta terça-feira (10), um homem de 48 anos suspeito de matar a namorada, de 17 anos, dentro do seu apartamento, e de tentar matar a facadas a ex-mulher, de 47 anos, na frente da filha deles, na porta de uma academia no bairro Fragata, em Marília. Ele foi encaminhado à Central de Polícia Judiciária (CPJ) da cidade para prestar depoimento.
De acordo com boletim de ocorrência (BO), por volta das 19h, o homem teria estacionado seu carro atrás do automóvel da ex-companheira, desembarcado, e, após abrir a porta da condutora, passou a desferir golpes com uma faca no abdômen dela.
A cena foi presenciada pela filha do casal, de 25 anos, que num primeiro momento achou que o pai estava agredindo a mãe com socos, mas depois percebeu as manchas de sangue. Populares tentaram impedir a fuga do autor, mas sem sucesso.
Outro crime
Por volta das 20h10, a mãe de uma adolescente de 17 anos foi ao plantão para informar o desaparecimento da filha e contou que a última vez que teve notícias dela foi no sábado (7), por meio do namorado da jovem, que enviou uma foto dela dormindo.
A mulher relatou no boletim de ocorrência (BO) que a filha não comparecia ao trabalho há cerca de quatro dias e que moradores da pensão onde ela morava sozinha disseram que a adolescente não retornava para sua residência desde terça-feira (3).
No momento em que o BO era registrado, a equipe policial recebeu a informação de que o namorado dessa adolescente era o mesmo homem que, momentos antes, havia tentado matar a ex-companheira na frente da academia e que estava foragido.
A mãe da adolescente decidiu ir até o apartamento do suspeito e, lá, avistou uma toalha de banho da filha pendurada na janela do banheiro. Como ela não atendia os seus chamados, acionou a PM, entrou no imóvel e encontrou a jovem morta no sofá.
Um martelo com manchas de sangue foi apreendido pela Polícia Científica no local, que havia sido limpo pelo suspeito. O corpo seguiu para o Instituto Médico Legal (IML) para exame necroscópico. O caso foi registrado como feminicídio e é apurado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).
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