Pirajuí Rádio Clube FM

Geral

Piloto declarou mayday antes de bater em prédio em Belo Horizonte

Destroços de avião após atingir prédio

Piloto declarou mayday antes de bater em prédio em Belo Horizonte
Corpo de Bombeiros de Belo Horizonte
IMPRIMIR
Use este espaço apenas para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
enviando

O piloto Wellington Oliveira, 34, declarou emergência grave, usando a expressão aeronáutica mayday, antes da colisão da aeronave com um prédio em Belo Horizonte nesta segunda-feira (4). Oliveira e um passageiro morreram; outros três ocupantes foram resgatados e levados ao hospital.

Conforme a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), em sua base de dados, quando uma aeronave está numa situação em que parece incapaz de voar até o aeródromo mais próximo, pode transmitir a expressão mayday. A recepção, acrescenta o órgão federal, por alguém em terra ou no ar, faz acionar todo um esquema de auxílio à aeronave solicitante.

No caso, o auxílio não evitou a queda, mas pode ter servido para mobilizar mais rapidamente os serviços de resgate.

A declaração de emergência foi confirmada pela NAV Brasil, que responde pela torre de controle do aeroporto da Pampulha, de onde o avião decolou com destino a São Paulo. A aeronave vinha de Teófilo Otoni (MG) e havia parado na capital mineira para desembarque de duas passageiras.

Em razão de dificuldades em manter a subida, o avião perdeu potência pouco tempo depois da decolagem.

A TV Globo captou imagens que mostram que a aeronave planou entre os prédios até atingir a lateral do edifício da rua Ilacir Pereira Lima, no bairro Silveira, a cerca de seis quilômetros da pista de decolagem.

"As equipes de emergência aeroportuária, incluindo o serviço de combate a incêndio, foram imediatamente acionados. Não houve impacto à prestação dos serviços de navegação aérea", afirmou a nota da NAV.

A delegada Andrea Pochman, da 1ª Delegacia de Polícia Civil da região Leste, afirmou que há indícios de problemas já na decolagem. "As informações que temos de uma testemunha é de que, no próprio aeroporto da Pampulha, a decolagem já não foi correta, que já estava perdendo altitude", disse.

A Polícia Civil informou também que o voo era de caráter particular e não operava como táxi aéreo. A aeronave havia sido adquirida recentemente e ainda passava por processo de transferência de propriedade.

Segundo registro na Anac, a aeronave é do modelo NEIVA EMB-721C, foi fabricada em 1979 e está em situação legalizada. O operador atual do avião é uma empresa de internet de Teófilo Otoni (MG).

FONTE/CRÉDITOS: Jcnet (Por Richard Henrique e Jônatas Fuentes | da Folhapress)
Comentários:

Veja também