Bombas de fragmentação (ou munições 'cluster') são armas que se abrem no ar e espalham várias submunições, e Israel afirma que esse tipo de armamento foi lançado pelo Irã durante a guerra entre os países.
O Exército de Israel diz que o Irã usou munições de fragmentação 'em múltiplas ocasiões' desde o início da guerra. A declaração foi feita pelo porta-voz militar Nadav Shoshani, que afirmou que o uso é crime de guerra quando essas armas são direcionadas contra civis.
Imagens registradas pela AFP mostraram, à noite, um 'enxame' de projéteis em chamas caindo sobre o centro de Israel. O Exército israelense afirmou que o vídeo mostrava bombas de fragmentação, avaliação que também foi compartilhada por um especialista militar que analisou as imagens.
Um aviso de utilidade pública divulgado pela polícia de Israel nesta sexta-feira alertou para os riscos das bombas de fragmentação. O comunicado incluiu explicações de um técnico em desativação de explosivos sobre os perigos desse tipo de munição.
Irã e Israel não fazem parte da Convenção sobre Munições de Fragmentação, de 2008. O tratado, assinado por mais de 100 países, proíbe o uso, a transferência, a produção e o armazenamento dessas armas.
Como esse tipo de munição funciona
A munição 'cluster' é projetada para dispersar bombas menores em uma grande área. Ao ser lançada contra um alvo, o conteúdo se desprende durante o trajeto e espalha subprojéteis, ampliando o alcance do ataque.
Em um exemplo citado por militares israelenses em 2025, a ogiva se abriu a cerca de 7 km de altitude e espalhou 20 submunições. A dispersão, segundo esse relato, cobriu uma área de cerca de 8 km no centro de Israel.
Essas armas podem ser lançadas do ar ou disparadas do solo ou do mar. Um fusível ativa o armamento e as submunições se espalham, podendo atingir uma área extensa.
Por que bombas de fragmentação são criticadas
Bombas de fragmentação são condenadas por leis humanitárias internacionais por seu impacto em áreas amplas. Elas foram usadas pela primeira vez na Segunda Guerra Mundial com o objetivo de destruir múltiplos alvos.
Civis, especialmente crianças, são apontados como as principais vítimas registradas desse tipo de armamento. Quando não explodem após o lançamento, as submunições podem ser pequenas e parecer brinquedos, o que aumenta o risco de manuseio e acidentes.
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