O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), culpou o "volume gigantesco de água" pelo alagamento do túnel do Anhangabaú, no centro de São Paulo. Um deslizamento na Brasilândia, zona norte, também causou a morte de uma mulher.
Nesta quarta-feira (14), a chuva forte causou alagamentos em vários pontos da cidade, como a avenida 23 de Maio.
Um deles foi o túnel do Anhangabaú. O espaço ficou alagado no sentido da avenida 9 de Julho, com destino à zona sul da cidade. Pelo menos 12 carros e 2 ônibus ficaram danificados.
O prefeito afirmou que, nesta quarta-feira, choveu 40% do previsto para o mês de outubro e que funcionários da prefeitura drenaram a água do túnel.
"Em menos de uma hora conseguimos reduzir a água, com a ação das bombas fixas do túnel do Anhangabaú e das bombas emergenciais dos caminhões que ficam de plantão 24 horas para serem acionadas", disse Nunes.
O temporal levou a Defesa Civil a emitir 45 alertas de riscos para cidades paulistas. Segundo o coronel Araújo Monteiro, já estava previsto um volume mais expressivo em alguns pontos do estado. O maior volume registrado foi de 73 mm em 24h na Vila Clementino, na zona sul da capital paulista.
No mesmo período, o Jardim Aeroporto, em São José do Rio Preto (a 440 km da capital paulista) acumulou 48 mm, o segundo maior indicador do estado.
Na região central da capital paulista, segundo a gestão municipal, choveu 42 milímetros em 40 minutos, 37% dos 112 mm previstos para o mês em toda a cidade.
No mesmo horário do segundo alerta, o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências) acionou o aviso amarelo de atenção para alagamentos na cidade, que foi elevado para alerta vermelho pouco depois em parte dos bairros centrais e na zona sul, como a Vila Mariana.
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