Não durou cinco minutos. Uma multidão participou no início da tarde deste domingo (25) do Bolo do Bixiga, evento do tradicional bairro do centro paulistana realizado em comemoração ao aniversário de São Paulo.
A meta de se arrecadar 472 bolos, um para cada ano de história da cidade, não foi atingida. Mas mais de 300 deles, das mais diversas cores e tamanhos, foram perfilados em uma enorme mesa na rua Rui Barbosa, interditada para o trânsito por causa da festa.
Não só moradores do Bixiga vão à festa. João Carlos Luiz é de Pindamonhangaba (SP), cidade no entorno do Vale do Paraíba. Ele trabalha em uma obra na Liberdade, bairro vizinho no centro, e pegou três pedaços de bolo. "Guardei lugar, passou até a fome", brincou, sobre o fato de ter trocado o almoço pela aglomeração e por ter conseguido um lugar na frente da grade.
Entre os destaques, havia bolos decorados com fotos de casas antigas do Bixiga, que resistem à especulação imobiliária até hoje.
A tradição do bolo do Bixiga começou em 1985, quando Armandinho Puglisi figura conhecida no bairro e fundador do Museu de Memória do Bixiga, teve a ideia de homenagear a cidade com um grande bolo.
A festa começou com as mamas do Bixiga levando seus bolos, dispostos lado a lado. Com isso, formou-se um imenso doce.
Após sua morte, em 1994, o comerciante Walter Taverna assumiu a organização do evento. Taverna morreu em 2022 e, desde então, sua neta Thaís está à frente do projeto.
Desde então, o bolo é realizado de forma comunitária, com a distribuição sendo feita de mão em mão, o que trouxe mais organização e participação de moradores.
Para este ano, os organizadores mudaram o horário da distribuição do bolo, passando das 12h para as 13h. Mas não deu tempo: 15 minutos antes da hora marcada, já tinha gente ganhando um pedaço de doce e em cinco minutos não havia mais nada.
Com um palco montado no cruzamento da Rui Barbosa com a rua Conselheiro Carrão, o evento terminou em ritmo de escola de samba e antecipou o Carnaval.
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