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MPF dá 48h para Petrobras explicar vazamento na Foz do Amazonas

Entidades apontam riscos na exploração de petróleo na região

MPF dá 48h para Petrobras explicar vazamento na Foz do Amazonas
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O MPF (Ministério Público Federal) no Amapá cobrou explicações da Petrobras e do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) sobre o vazamento de 15 mil litros de um produto usado no processo de perfuração no chamado bloco 59, na bacia Foz do Amazonas, uma região de alto-mar a 160 km da costa amazônica de Oiapoque (AP).

Os procuradores da República enviaram os ofícios à estatal e ao órgão ambiental nesta terça-feira (6), dois dias após o acidente registrado no fundo do oceano, durante o processo de perfuração. O prazo dado para respostas é de 48 horas.

A Petrobras obteve licença do Ibama, em outubro, para fazer a perfuração e prospectar a existência de petróleo no bloco 59, depois de forte pressão do presidente Lula (PT) para a concessão da autorização.

O MPF pede explicações com urgência sobre o vazamento dos 15 mil litros de fluido, com informações e documentos relacionados ao ocorrido.

O pedido se deu no âmbito de um inquérito civil público instaurado em 2018 para apurar a regularidade do licenciamento da prospecção de óleo na bacia Foz do Amazonas.

Segundo a Procuradoria no Amapá, a requisição de explicações foi feita a partir do que foi noticiado pela imprensa sobre o acidente ocorrido no processo de perfuração.

O episódio também motivou a reiteração de pedido, na Justiça Federal, de suspensão da licença emitida para as atividades da Petrobras no bloco 59. A petição foi protocolada por ONGs (organizações não-governamentais) como Arayara, Greenpeace Brasil, WWF Brasil e Observatório do Clima.

O vazamento no domingo levou a uma paralisação das atividades de perfuração por parte do navio-sonda a serviço da Petrobras. O líquido que vazou é injetado em tubulações usadas na sonda perfuradora.

A estatal afirmou, em nota, que o produto "atende aos limites de toxicidade permitidos e é biodegradável, portanto não há dano ao meio ambiente ou às pessoas".

"A perda do fluido de perfuração foi imediatamente contida e isolada. As linhas serão trazidas à superfície para avaliação e reparo", disse a empresa, que afirmou ainda que tanto a sonda quanto o poço não sofreram nenhuma consequência do ocorrido e que a operação deve prosseguir normalmente.

O Ibama afirmou que acompanha o caso e que "as causas [da ocorrência] estão em apuração".

A equipe da estatal notou uma queda de pressão, mas como não teria identificado vazamento na superfície, acionou uma sonda mergulhadora, que então encontrou o problema em uma "uma conexão entre duas juntas" de circulação a aproximadamente 2,7 km de profundidade.

FONTE/CRÉDITOS: Jcnet
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