O MPSP (Ministério Público do Estado de São Paulo) pediu que o Decap (Departamento de Polícia Judiciária da Capital) abra uma investigação policial para apurar os ataques misóginos e discriminatórios realizados nas redes sociais contra Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21. A jovem morreu após ser jogada sem corda durante um salto de rope jump em 13 de junho, em Limeira, no interior de São Paulo.
Solicitação ocorreu após a Bancada Feminista do PSOL abrir notícia-crime contra os ataques misóginos voltados à memória de Maria Eduarda. Segundo a bancada, após a morte da jovem, publicações ofensivas, com conteúdo misógino, discurso de ódio e ataques à honra da estudante foram compartilhadas na rede social X.
Bancada Feminista pediu na notícia-crime que o MPSP solicitasse que o X fornecesse os dados cadastrais dos perfis responsáveis pelas publicações. Também foi pedida a identificação de todos os usuários que republicaram a thread original com o objetivo de identificar outros comentários com vieses misóginos e discriminatórios.
"Mesmo após sua morte, Maria Eduarda foi alvo de uma campanha de humilhação pública marcada pelo ódio às mulheres. É fundamental que os responsáveis sejam identificados e responsabilizados para que as redes sociais deixem de ser espaços de impunidade para esse tipo de crime", disse Paula Nunes, codeputada da Bancada Feminista do PSOL.
Comentários: