A morte de Leopoldo Barros Teixeira, de 34 anos, comoveu a população de Pongaí (SP), cidade de pouco mais de 3 mil moradores onde ele cresceu. A prefeitura decretou luto oficial de três dias, e familiares e amigos se reuniram na Igreja Matriz da cidade para a última despedida.
Leopoldo ocupava o assento de copiloto no helicóptero que caiu em Santa Catarina enquanto transportava o cantor Rick, da dupla Rick & Renner. A aeronave desapareceu na tarde de segunda-feira (21) após decolar de Porto Belo com destino a São Joaquim.
O corpo de Leopoldo foi velado na Paróquia São José. O velório havia começado às 20h da quarta-feira (23). O sepultamento foi realizado na manhã desta quinta-feira (24) no Cemitério Municipal.
Os destroços e os corpos dos cinco ocupantes da aeronave foram localizados na terça-feira (22), em uma área de mata fechada e montanhosa, após uma intensa operação de resgate.
O impacto da tragédia foi imediato entre os moradores de Pongaí, onde a família do piloto era muito conhecida.
"Essa notícia acabou pegando a cidade de surpresa e deixou todo mundo muito triste, em luto. Foi, infelizmente, como uma bomba que caiu para todos nós. O Leopoldo era um menino fantástico, do bem. Sonhava desde sempre em voar, em ser piloto, e infelizmente acabou acontecendo essa tragédia com uma coisa que ele tanto sonhou na vida", relatou o empresário Adilson Brumatti, amigo da família, em entrevista à TV TEM.
Os corpos foram liberados do Instituto Médico Legal (IML) de Florianópolis (SC) na madrugada desta quarta-feira, por volta da 1h30, após reconhecimento por exame papiloscópico. Segundo a família, o corpo de Leopoldo foi encaminhado para uma funerária em Osasco (SP) antes de seguir para Pongaí.
O piloto havia retomado a carreira na aviação civil no ano passado. Segundo o irmão dele, Lincoln Barros Teixeira, ao trabalhar com aviação ele realizava um sonho de juventude.
Lincoln explicou que ele e o irmão nasceram em Pirajuí (SP), já que Pongaí (SP), cidade onde cresceram, não possui maternidade. Ainda segundo o irmão, Leopoldo não tinha filhos, era solteiro e morava em Itapema, no Litoral Norte de Santa Catarina, onde trabalhava com helicópteros.
Lincoln ainda relatou que a família tentou entrar em contato com Leopoldo na segunda-feira (21), mas não conseguiu. A falta de notícias deu início a uma espera angustiante até a confirmação da morte.
FONTE/CRÉDITOS: g1
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