Na véspera da partida semifinal entre Inglaterra e Argentina, o técnico sul-americano Lionel Scaloni pediu para as pessoas não fazerem paralelo entre a Guerra das Malvinas e o duelo realizado em Atlanta nesta quarta-feira (15), mas bastou sua seleção vencer por 2 a 1 e garantir a vaga na decisão para os jogadores entrarem na provocação.
Após a comemoração com a torcida, alguns jogadores do elenco, inclusive com Lionel Messi ao lado, mostraram uma faixa com a frase "As Malvinas são argentinas", em alusão à disputa bélica de 1982. O arquipélago, controlado pelo Reino Unido, é conhecido no país como Ilhas Falkland.
Lisandro Martínez e Giovani Lo Celso ergueram a faixa, sorrindo, e acenaram para os torcedores nas arquibancadas. Não ficou claro de onde a faixa havia surgido.
"É uma partida de futebol. Não posso misturar as coisas, especialmente por respeito ao que aconteceu há tantos anos. Foi um período muito triste da nossa história, e não há muito o que possamos fazer a respeito. Essa é a realidade", disse o técnico na entrevista coletiva pré-jogo em Atlanta.
Entre no grupo FolhaStats Confira a tabela da Copa "E é uma partida de futebol, é só isso. Portanto, misturar as duas coisas seria uma loucura", acrescentou. "Lembramos daquelas pessoas [que participaram do conflito], sem dúvida, mas isto é uma partida de futebol. Não devemos nos confundir quanto aos tempos em que vivemos".
O Código de Conduta de Estádios da Fifa proíbe "faixas, bandeiras, panfletos, vestimentas e outros materiais de natureza política, ofensiva e/ou discriminatória" dentro dos estádios.
O órgão máximo do futebol mundial não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
O conflito armado, desencadeado pela reivindicação de soberania da Argentina sobre o arquipélago do Atlântico Sul, terminou com a vitória do Reino Unido e um saldo de 649 argentinos e 255 britânicos mortos.
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