O Japão será o primeiro adversário do Brasil no mata-mata da Copa do Mundo, posição assegurada pela seleção asiática nesta quinta-feira (25), no AT&T Stadium, em Dallas, após empatar em 1 a 1 com a Suécia, em duelo válido pela terceira rodada do grupo F.
O goleiro Zion Suzuki fez importantes defesas nos minutos finais da partida que asseguraram o resultado que permitiu ao time japonês chegar aos 5 pontos, ficando em segundo lugar em sua chave, atrás da Holanda, que venceu a Tunísia no outro jogo da rodada por 2 a 0 e somou 7 pontos na primeira fase.
A Suécia, com 4 pontos -conquistados pela vitória sobre a Tunísia e empate com Japão-, é uma das seleções classificadas como uma das oito melhores terceiras colocadas.
Brasil e Japão se enfrentaram apenas uma vez na história da Copa do Mundo, em 2006, na Alemanha, pela fase de grupos, em partida vencida pela seleção brasileira por 4 a 1. Os gols do time comandado por Carlos Alberto Parreira foram marcados por Ronaldo (duas vezes), Juninho Pernambucano e Gilberto.
A seleção brasileira tem um retrospecto amplamente favorável contra os japoneses. Em 14 jogos, o Brasil venceu 11, empatou 2 perdeu só um. A única derrota, contudo, foi no último encontro, em amistoso em outubro de 2025, em Tóquio, vencido pelo time asiático por 3 a 2.
No jogo desta quinta-feira em Dallas, os "Samurais Azuis", como são conhecidos os jogadores da seleção japonesa, contavam com as arquibancadas do AT&T majoritariamente preenchidas por torcedores japoneses, ainda que a minoria de amarelo fizesse muito mais barulho, entoando cantos de apoio à sua seleção praticamente de maneira ininterrupta ao longo de toda a partida.
No total, 70.137 torcedores compareceram à partida. Entre as celebridades nas arquibancadas, estava o ex-jogador de basquete alemão Dirk Nowitzki, ídolo do Dallas Mavericks, da NBA.
Destacando-se ao longo do torneio pelo vigor físico de seus atletas, o time dirigido pelo técnico Hajime Moriyasu concentrou a maioria de suas jogadas no primeiro tempo pela ponta esquerda, com os atacantes Daizen Meda, do Celtic, e Keito Nakamura, do Reims.
Enquanto Isak saía mais da área para tentar participar da armação das jogadas desde o meio de campo, Gyökeres ficava mais enfiado no meio dos zagueiros japoneses, mas sem que nenhum dos dois tenha conseguido levar real perigo para o gol defendido por Zion Suzuki na primeira etapa.
No lance de mais perigo da primeira metade do jogo, Nakamura recebeu bom passe de Daizen Maeda dentro da área e bateu colocado, para grande defesa do goleiro Zetterstrom.
Logo aos 10 minutos, o meia japonês Ritsu Doan deu um passe cirúrgico que encontrou Daizen Maeda dentro da área, com o camisa 11 apenas batendo na saída do goleiro para abrir o placar.
Precisando reverter o placar para tentar assegurar o segundo lugar do grupo, a Suécia saiu para o jogo e empatou aos 16, com Anthony Elanga, que recebeu na entrada da grande área pela direita e acertou um chute preciso de esquerda, no canto direito de Suzuki, que demorou para ver a bola e reagiu com atraso.
Nos acréscimos, aos 47 e aos 48, a Suécia teve as últimas duas chances de chegar ao seu segundo gol, com Elanga e Isak, parando em grandes intervenções de Suzuki.
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