O influenciador digital Patrick de Almeida Silva, conhecido como PTK, foi preso nesta quarta-feira (3) em Maceió durante operação da Polícia Civil contra integrantes do CV (Comando Vermelho).
Segundo a investigação, ele foi escolhido pela cúpula da facção para ingressar na política e atuar como representante do grupo criminoso no estado.
A polícia afirma que PTK foi escolhido por José Emerson da Silva, conhecido como Nem Catenga, apontado como principal líder do CV em Alagoas, para disputar uma vaga na Câmara Municipal de Maceió em 2024.
A ação cumpriu 51 mandados judiciais, sendo 21 de prisão e 30 de busca e apreensão e medidas cautelares, em Alagoas e no Rio de Janeiro. Até a tarde desta quarta-feira, nove pessoas haviam sido presas.
O influenciador se apresenta nas redes sociais como pré-candidato a deputado federal. José Emerson, por sua vez, está foragido no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, segundo as investigações.
Com mais de 180 mil seguidores no Instagram, PTK ganhou projeção ao abordar pautas relacionadas a motociclistas, entregadores por aplicativo e comunidades periféricas de Maceió.
Com ele, a polícia apreendeu R$ 20 mil em espécie, dois iPhones, dois anéis de ouro e um pendrive.
Em entrevista coletiva nesta quarta, a polícia apresentou fotografias que seriam do encontro. Em uma delas, o influenciador faz um gesto que a polícia associa ao Comando Vermelho e em outro vídeo aparece exibindo diversas cédulas de R$ 200.
COMO FUNCIONA O CV EM ALAGOAS, SEGUNDO A INVESTIGAÇÃO
A polícia afirma que Nem Catenga tem como um de seus principais subordinados Kleber Santos da Silva, conhecido como Kebinho ou Clebinho. Como mostrado pela Folha, ele é apontado como responsável pela atuação da facção no litoral norte alagoano, especialmente na Rota dos Milagres, que inclui os municípios de Passo de Camaragibe, Porto de Pedras, São Miguel dos Milagres.
Segundo os investigadores, a organização criminosa é dividida por áreas de atuação, cada uma sob responsabilidade de lideranças locais que respondem à cúpula no Rio de Janeiro.
Também integra esse grupo um homem conhecido como Salsicha, apontado como liderança da facção na região de Maribondo (87 km de Maceió).
Durante a entrevista, a polícia exibiu vídeo de um assassinato que, segundo a investigação, foi ordenada por ele em meio a disputas relacionadas ao tráfico de drogas.
De acordo com a polícia, registros desse tipo eram enviados para Nem Catenga no Rio de Janeiro, que continuaria acompanhando a atuação dos grupos locais mesmo à distância.
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