Ídolo do basquete brasileiro, Oscar Daniel Bezerra Schmidt morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos, em São Paulo. A causa da morte não foi divulgada; segundo o portal Terra, a morte foi confirmada pela assessoria de imprensa. O ex-jogador enfrentou um câncer no cérebro diagnosticado em 2011, e considerou-se curado em 2022
Oscar passou mal e foi levado com urgência ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA), onde recebeu atendimento médico, mas não resistiu.
Nascido em Natal (RN), em 16 de fevereiro de 1958, o “Mão Santa” construiu uma das trajetórias mais expressivas do basquete mundial ao longo de 25 temporadas como profissional. Com 2,05m de altura, destacou-se pela capacidade de pontuar e encerrou a carreira com 49.703 pontos, marca reconhecida como a maior da história da modalidade.
Pelo Brasil, disputou cinco Olimpíadas consecutivas, entre 1980 e 1996, e é o maior pontuador da história dos Jogos, com 1.093 pontos. Em Seul 1988, anotou 55 pontos em uma única partida, recorde do torneio. Também liderou a conquista do ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis, na vitória por 120 a 115 sobre os Estados Unidos. Ao todo, somou 7.693 pontos em 326 partidas oficiais pela seleção.
Após encerrar a carreira em 2003, foi incluído no Hall da Fama da FIBA, em 2010, e no Naismith Memorial Basketball Hall of Fame, nos Estados Unidos, em 2013.
Na última semana, Oscar foi homenageado pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) ao ser eternizado no Hall da Fama da entidade. A cerimônia ocorreu na quarta-feira (8), no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, e também celebrou Alex Welter e Lars Björkström, da vela, e Ricardo Santos e Emanuel Rego, do vôlei de praia. Os nomes foram aprovados por comissão avaliadora em 2025.
Oscar era irmão do apresentador Tadeu Schmidt e deixa filhos e familiares. Seu legado inclui recordes, títulos e influência duradoura no esporte.
Com informações do Terra.
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