Um homem foi preso por suspeita de estuprar uma servidora dentro da delegacia-geral de Polícia Civil do Piauí, em Teresina.
Vítima foi encontrada desacordada e sangrando dentro de uma das salas da delegacia. O crime aconteceu na quinta-feira (19) no pavimento superior do prédio, segundo o delegado-geral de Polícia Civil do Piauí, Luccy Keiko. A identidade da mulher vai ser preservada e o delegado não informou qual função ela cumpria no local.
Prestador de serviço que estava na sala junto com a vítima foi questionado por policiais e apresentou contradições. Segundo o delegado-geral, após as oitivas do homem, provas coletadas no hospital e depoimento de outras servidoras, o homem foi preso em flagrante.
"Confrontando com outras provas, que tivemos através de hospital, de servidoras do prédio, entendemos haver elementos indicativos de um crime de estupro", afirmou Keiko.
O suspeito foi levado à Casa da Mulher Brasileira e teve a prisão em flagrante convertida em preventiva. A expectativa da polícia é de que a vítima se recupere e seja ouvida nos próximos dias. A reportagem tenta contato com a advogada da mulher ferida para saber qual é o estado de saúde atual da vítima.
Identidade do homem não foi divulgada. A reportagem não conseguiu acesso à defesa dele até o momento e, à delegada, ele negou que tivesse cometido o crime.
Denuncie violência sexual
Vítimas de violência sexual não precisam registrar boletim de ocorrência para receber atendimento médico e psicológico no sistema público de saúde, mas o exame de corpo de delito só pode ser realizado com o boletim de ocorrência em mãos. O exame pode apontar provas que auxiliem na acusação durante um processo judicial, e podem ser feitos a qualquer tempo depois do crime. Mas por se tratar de provas que podem desaparecer, caso seja feito, recomenda-se que seja o mais próximo possível da data do crime.
Legalmente, vítimas de estupro podem buscar qualquer hospital com atendimento de ginecologia e obstetrícia para tomar medicação de prevenção de infecção sexualmente transmissível, ter atendimento psicológico e fazer interrupção da gestação legalmente. Na prática, nem todos os hospitais fazem o atendimento. Para aborto, confira neste site as unidades que realmente auxiliam as vítimas de estupro.
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