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Globo cancela debate presidencial após decisões judiciais

Globo cancelou o debate previsto para as 21h30

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A Globo cancelou o debate entre os candidatos à Presidência da República que seria realizado na noite desta quinta-feira, 1º, a três dias do primeiro turno das eleições. Em comunicado publicado pelo g1 às 20h39, a emissora atribuiu a decisão a determinações judiciais recebidas pouco antes do programa.

As intimações impediram a exposição do púlpito vazio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que havia anunciado sua ausência, e determinaram a inclusão de Renan Santos (Missão) entre os participantes.

Segundo a Globo, as mudanças de última hora provocaram insegurança jurídica e interferiram na liberdade da emissora de organizar o encontro.

TSE vetou púlpito vazio e perguntas a Lula

Uma das decisões foi proferida pela ministra Estela Aranha, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a pedido da coligação de Lula. A determinação invalidou a regra sobre o tratamento dado aos candidatos ausentes.

De acordo com a emissora, a ata assinada por todos os partidos, inclusive o PT, previa que o púlpito de quem faltasse permaneceria no cenário, identificado com uma placa. Em uma das rodadas de tema livre, os participantes também poderiam usar 30 segundos para apresentar a pergunta que fariam ao concorrente ausente.

A ministra proibiu tanto a manutenção do púlpito com o nome de Lula quanto a formulação dessas perguntas.

Gilmar determinou inclusão de Renan Santos

A segunda intimação comunicou uma decisão do ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que determinou a participação de Renan Santos. O pedido foi apresentado pelo Solidariedade.

A Globo informou que os convites iniciais seguiram o critério de participação obrigatória de candidatos cujos partidos têm pelo menos cinco parlamentares no Congresso Nacional. Foram convidados Augusto Cury (Avante), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Lula (PT).

Romeu Zema (Novo) foi incluído após uma decisão do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, na terça-feira, 29, que alterou o entendimento sobre a contagem de parlamentares para essa finalidade.

Emissora alegou insegurança jurídica

Ao explicar o cancelamento, a Globo afirmou que as sucessivas decisões tomadas pouco antes do programa comprometiam a segurança jurídica de sua realização. A emissora classificou as determinações como interferência indevida na organização dos debates eleitorais.

No comunicado, a Globo também agradeceu aos demais candidatos e afirmou que os esclarecimentos eram destinados aos eleitores e ao público que aguardavam a discussão de propostas para o país.

FONTE/CRÉDITOS: Jcnet
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