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Gabigol descarta passo atrás e compara retorno a 'colo da mãe'

Gabigol citou algumas vezes que a diretoria do Cruzeiro sabia do seu desejo de sair havia algum tempo

Gabigol descarta passo atrás e compara retorno a 'colo da mãe'
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Gabigol comparou o seu retorno ao Santos a voltar ao colo da mãe em sua coletiva de apresentação no clube.

"Quando acontece algo ruim, você volta para o colo da sua mãe. É praticamente como foi a minha volta. Queria voltar há muito tempo, as coisas não deram certo, mas foi no timing que tinha de ser. Espero ajudar, corresponder", disse Gabigol.

O atacante rebateu os comentários de que está dando um passo atrás na carreira. O jogador, inclusive, utilizou a frase da torcida que diz que o "Santos é o maior time da Terra".

"Se o passo atrás for voltar para o maior time da Terra... Não tem passo para trás melhor do que esse. Olha os ídolos que o Santos tem, a torcida, o estádio. O único time que tem a coroa em cima do símbolo. Sempre foi assim, a mídia contra o Santos, e demos a volta por cima", falou.

Bastidores da volta

Gabigol citou algumas vezes que a diretoria do Cruzeiro sabia do seu desejo de sair havia algum tempo. Por diversas oportunidades, o jogador agradeceu ao presidente da SAF cruzeirense, Pedro Lourenço.

"Era sabido de todo mundo que eu queria jogar mais, mostrar meu futebol. Entrei no assunto da questão tática, mas o Pedrinho sabia disso muito antes do final do ano. Sempre quis voltar, achei que era o momento certo e as coisas foram acontecendo", disse.

Segundo ele, laços ficaram no Cruzeiro. Gabigol destacou que recebeu mensagens do presidente Pedro Lourenço, do ex-técnico Leonardo Jardim e do atacante Kaio Jorge.

"Pedrinho me mandou mensagem neste domingo (4), disse que está feliz por mim, que entende esse momento. Entre outras pessoas, Leonardo Jardim, Kaio Jorge, pessoal do Cruzeiro ficou feliz por mim. Era um desejo meu e ele sabia disso. Só tinha um lugar para mim quando saísse do Cruzeiro, que era o Santos."

Conversa com Neymar e aproximação com Robinho Jr.

Neymar conversou com Gabigol durante as negociações, assim como o seu pai. Os jogadores, no entanto, ainda não se reencontraram.

Gabigol tem "adotado" Robinho Jr. em seus primeiros dias no Santos. Entre brincadeiras com o garoto, o atacante falou sobre o amor que sente pelo jovem, pelo pai dele e como pretende ajudar os meninos da base.

"Sou um menino da Vila, quero ajudar o Robinho Jr, amo o pai dele, a família dele, brinco que peguei ele no colo. Poder jogar com ele vai ser extraordinário, ele tem muito talento e o raio caiu de novo no mesmo lugar [...] Estou aqui para ajudar os meninos e os outros, além de ser ajudado. Passa um filme na cabeça andando aqui. Vejo os ídolos, a molecada e passa esse filme. Estou para ajudar dentro ou fora de campo. O que precisarem de mim, podem contar", disse Gabigol.

O que mais ele disse?

Quem influenciou na volta. "Em algum momento, isso ia acontecer. Sempre tive que queria voltar para cá, fui criado aqui desde os oito anos. Tudo começou em casa, a Rafaela começou a falar para voltar, meus pais também... Sempre tive a vontade de voltar, não esperava que seria assim. As coisas começaram a acontecer e quando chegou até mim não tive dúvidas."

Se arrepende do Cruzeiro? "É difícil atacar algo que aconteceu para não dar certo. Eu voltaria em algum momento da minha vida. [Cruzeiro] É uma equipe com estrutura maravilhosa, com um projeto maravilhoso, sou amigo do Pedrinho. Foi uma decisão de momento, que não me arrependo e até por causa disso estou aqui. Se fosse outro time, talvez não me cederia para o Santos. Foi o momento certo."

Santos como seleção pessoal. "É claro que é um sonho estar na seleção, sempre é um objetivo, mas creio eu que meu momento não condiz com isso, mas também não é impossível. Vim para cá tratando o Santos como a minha seleção. Talvez, eu precise mais do Santos do que ele de mim. Estamos aqui para ajudar o Neymar, conversei com ele quando ficou tudo certo e estamos felizes de compartilhar o vestiário e o campo juntos. Podemos viver perto agora."

Cenário parecido com Cruzeiro. "A torcida sempre quer taças, mas temos de entender o momento, que é de reconstrução, assim como era no Cruzeiro. Se falássemos em janeiro de 2025 que o Cruzeiro ia ficar onde ficou, parecia uma loucura. Foi uma reconstrução boa, ajudei nisso, agradeço ao Cruzeiro e é um cenário parecido no Santos. É buscar viver o nosso DNA novamente. O mais importante é na Vila. Ninguém pode vir aqui e achar que vai ganhar de nós."

Contrato curto. "Respeito muito o Cruzeiro, é um time que me abraçou como eu nunca imaginei, a torcida, os presidentes, a diretoria e os jogadores. Tenho contrato e todos sabiam que meu desejo era voltar. Vamos conversamos, temos o ano inteiro para resolver isso. Santos é minha casa. Depois o presidente resolve isso."

Surpresa com Vojvoda. "Conversamos pouco, mais dentro do campo. Ele conhece minhas características, tem me surpreendido bastante com os treinos dele e espero que possamos ser felizes juntos. Foi pouco tempo de treino, mas é um estilo que é bom para mim, uma pressão mais curta. É o DNA do Santos, ter a bola, fazer gols, correr riscos. Estou no lugar certo para ajudar."

Como chega em 2026? "Não foi um ano ruim em 2025 como dizem. Tive poucos minutos, mas fui o vice-artilheiro do time jogando em uma posição que não era a adequada. Vou ter minutos aqui, confiança de todos e isso interfere um pouco, o fato de estar perto de todo mundo. Descansei nas férias, treinei e creio que posso ajudar. Tenho 29 anos, sou novo, não tive lesão grave. Tive anos difíceis no Flamengo por várias questões, mas no Cruzeiro estive à disposição. É colocar tudo em prática no Santos."

Joga no sábado? "Estou pronto. Depende do Vojvoda. Posso prometer empenho, dedicação, o que sempre fiz. Espero que a torcida compreenda que as coisas passaram e estamos juntos nesta segunda-feira (5)."

Agradecimentos a Marcelo Teixeira. "É agradecer pelo carinho de sempre. Se não fosse você [Marcelo Teixeira], eu não teria estudado em uma das melhores escolas do Brasil, não estaria no Santos, você foi talvez o mais importante. Não formou só um jogador, mas também uma pessoa estudada. As coisas acontecem na hora certa. Se fossemos imaginar que eu estaria aqui há três ou quatro anos, era impossível. Creio que foi na hora certa, no momento certo de estar em casa."

FONTE/CRÉDITOS: Jcnet
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