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Eleições 2026

Flávio fala em usar maioria no Congresso para mudar Constituição

O senador Flávio Bolsonaro (PL)

Flávio fala em usar maioria no Congresso para mudar Constituição
Agência Senado
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O senador Flávio Bolsonaro (PL) recebeu nesta terça-feira (6) apoio oficial de Ronaldo Caiado (PSD) para a campanha no segundo turno e exaltou a maioria conquistada no Congresso para fazer mudanças na Constituição.

"O Brasil já me deu um Congresso muito mais à direita do que ele já é hoje. Com maioria no Senado para fazer o presidente do Senado, com maioria na Câmara para fazer o presidente da Câmara. Para a gente mudar a Constituição, para a gente redemocratizar este país, para as instituições voltarem a respeitar a Constituição", disse Flávio.

Assim como havia feito no primeiro turno da campanha, ele também voltou a defender castração química de pedófilos e estupradores e redução da maioridade penal e falou em "arregaçar com vagabundo".

Uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) precisa ser discutida e votada em dois turnos em cada Casa do Congresso Nacional, Câmara dos Deputados e Senado. Nas duas Casas, também é necessário ter três quintos dos votos, o equivalente a 308 deputados federais e 49 senadores.

O Senado terá, a partir de 2027, ao menos 49 congressistas que defendem o impeachment de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), ainda que com ressalvas. No caso da aprovação do afastamento de magistrados, são necessários 54 votos, ou seja, dois terços das cadeiras da Casa.

Derrotado no primeiro turno da eleição presidencial, Caiado anunciou em evento em Goiânia apoio à candidatura de Flávio e disse que ele é coerente com a sua trajetória, de combate ao PT, apesar das críticas ao candidato do PL feitas no primeiro turno, inclusive pelos elos com o caso Master.

"Proporcionalmente Goiás vai dar a maior vitória a Flávio Bolsonaro. Será mobilização em tempo integral", disse Caiado, que também exaltou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), "meu colega na Câmara por 20 anos", que está em prisão domiciliar condenado por tentativa de golpe de Estado.

"Eu jamais neguei, em todas as circunstâncias, que se eu chegasse onde você vai chegar, eu iria assinar a anistia dele e de todos os [condenados] do 8 de janeiro", disse Caiado. "O que nós queremos é que você devolva o Brasil aos brasileiros. Vou entrar de corpo inteiro, por convicção."

O anúncio foi feito durante um ato com aliados e apoiadores e contou com a presença do governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB), e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ambos reeleitos no domingo (4).

"Vou me inspirar muito na segurança pública em Goiás e em São Paulo", continuou ele, acrescentando que vai "construir meio milhão de vagas de presídios e aumentar penas para chefes criminosos". "A gente vai arregaçar com vagabundo", afirmou Flávio.

"O Brasil tem um presidente da República que briga com quem está em outro continente, mas não briga por você, não briga com assaltante de celular, não briga com traficante, não briga com miliciano. Eu vou brigar por você", continuou o candidato.

Caiado é um crítico da esquerda e do presidente Lula (PT), e o apoio já era esperado. Mas, na reta final do primeiro turno e sem crescer nas pesquisas de intenção de voto, Caiado resgatou declarações de Flávio sobre Daniel Vorcaro, dono do extinto banco Master, e afirmou em peças de campanha que o candidato do PL "não tem compromisso com a verdade".

"Um mentiroso se acostuma a mentir, mente para todos", dizia a propaganda de Caiado, ao reproduzir frases de Flávio em que o presidenciável dizia não ter contato com Vorcaro, o que se revelou falso na sequência.

O governador de São Paulo também dedicou parte do discurso desta terça a Jair Bolsonaro, o chamando de injustiçado. "Tentaram calar Jair Bolsonaro, humilharam, mas a voz de Jair Bolsonaro reverbera por meio de todos vocês", afirmou Tarcísio.

"Com Jair Bolsonaro, aprendemos a ter orgulho de falar de Deus, a professar nossa fé, a falar da família, de liberdade, do direito de propriedade privada, da livre iniciativa", disse.

Outro derrotado no primeiro turno, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) também declarou apoio a Flávio nesta segunda-feira (5).

Caiado deixou o Governo de Goiás em março para concorrer à Presidência, mas acabou com apenas 2,18% dos votos válidos no primeiro turno, em quinto lugar. Ele teve o apoio de 2,6 milhões de eleitores. Em Goiás, obteve sua melhor marca, 12,33%, equivalente a 472 mil votos –bem menos do que o 1,8 milhão de votos com os quais foi reeleito governador há quatro anos.

FONTE/CRÉDITOS: Jcnet (Por Catarina Scortecci e Cleomar Almeida | da Folhapress)
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