Documentos anexados ao inquérito que apura a morte da soldado Gisele Alves Santana apontam denúncias anteriores contra o tenente-coronel da Polícia Militar do Estado de São Paulo Geraldo Leite Rosa Neto, marido da vítima.
Os registros, apresentados pelo advogado da família, incluem relato da ex-esposa do oficial, de 2010, com acusações de ameaças e comportamento agressivo. Há ainda denúncia feita por uma policial militar, em 2012, que relata assédio no ambiente de trabalho.
Gisele, de 32 anos, foi encontrada morta em 18 de fevereiro no apartamento onde morava com o marido, no Brás, região central da capital paulista. A ocorrência foi registrada inicialmente como suicídio, mas a investigação passou a tratar o caso como possível feminicídio após inconsistências apontadas pela perícia.
Laudos indicam que a policial morreu após disparo de arma de fogo na cabeça. Exames também identificaram lesões no rosto e no pescoço, descritas como marcas compatíveis com pressão de dedos e arranhões. Testemunhas relataram que o tiro foi ouvido por volta das 7h28, e o socorro foi acionado cerca de 30 minutos depois.
A Polícia Civil de São Paulo aguarda resultados da exumação e da reconstituição para decidir sobre eventual pedido de prisão do oficial. As investigações continuam.
Com informações do CNN Brasil.
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