O governo dos Estados Unidos anunciou nesta terça-feira (1º) sanções contra dois brasileiros, três empresas sediadas em São Paulo e uma companhia de Portugal por suposta ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo o Departamento do Tesouro dos EUA, os alvos integravam uma rede de lavagem de dinheiro ligada à facção criminosa, considerada pelas autoridades americanas ameaça à segurança nacional. As informações são do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos.
As sanções atingem o empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada, apontado como responsável por conectar operadores do PCC nos Estados Unidos a traficantes internacionais, e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, identificada como colaboradora próxima de Shimada e responsável pelo suporte logístico das operações.
De acordo com o governo americano, a organização teria lavado mais de US$ 30 milhões provenientes do tráfico de drogas em diversas cidades dos Estados Unidos, utilizando criptomoedas para enviar recursos ao Brasil em benefício do PCC.
As medidas determinam o bloqueio de todos os bens e ativos dos sancionados que estejam nos Estados Unidos ou sob controle de cidadãos e empresas americanas. Além disso, pessoas e instituições financeiras que realizarem transações com os alvos podem ficar sujeitas a penalidades previstas na legislação dos EUA.
O Departamento do Tesouro informou que esta é a terceira rodada de sanções contra o PCC. A facção foi incluída na lista de organizações sancionadas pelos Estados Unidos em 2021, e, em 2024, outro operador financeiro ligado ao grupo também foi alvo de medidas semelhantes.
Segundo as autoridades americanas, a investigação foi conduzida em conjunto pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), pelo FBI e pelo Departamento de Justiça. Em janeiro deste ano, seis integrantes do núcleo da organização que atuava na Flórida foram presos e denunciados por lavagem de dinheiro.
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