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Estado de São Paulo registra 13 casos de sarampo em 2026

Vacina contra o sarampo é fornecida gratuitamente pelo SUS

Estado de São Paulo registra 13 casos de sarampo em 2026
Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O número de casos de sarampo aumentou para 13 no estado de São Paulo em 2026. Destes, 11 estão na capital e dois em São Bernardo do Campo, no ABC. Em 30 de junho o estado registrava sete casos.

Diante do cenário epidemiológico, a Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo recomenda a aplicação da dose zero da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) para bebês que tenham entre 6 meses e 11 meses e 29 dias e residam nos dois municípios e também em Guarulhos. A recomendação se deve à proximidade com São Paulo e ao fluxo diário de deslocamentos para a capital e para o Aeroporto de Guarulhos.

A dose zero não substitui o esquema de rotina previsto no Calendário Nacional de Vacinação. Mesmo as crianças que a recebem precisam tomar a primeira dose da tríplice viral aos 12 meses, e a segunda, preferencialmente com a tetraviral, aos 15 meses.

De acordo com a Prefeitura de São Bernardo do Campo, os dois casos confirmados são de pessoas que tiveram contato com um infectado na cidade de São Paulo. Os perfis dos pacientes não foram informados. Outros quatro casos suspeitos foram descartados.

Em relação aos outros 11 casos, a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo disse que os pacientes são seis mulheres e cinco homens, com idades entre 5 meses e 53 anos -cinco são menores de 1 ano, dois têm 1 ano e quatro são adultos.

Renato Kfouri, vice-presidente da SBim (Sociedade Brasileira de Imunizações) e presidente da Câmara Técnica para a Eliminação do Sarampo, Rubéola e Síndrome da Rubéola Congênita do Ministério da Saúde, afirma que o sarampo é altamente transmissível e não poupa quem não tenha sido vacinado.

"Transmite-se não só de pessoa a pessoa, mas uma das particularidades que tornam o vírus mais transmissível é que as suas partículas virais infectantes permanecem em suspensão, em aerossóis. Mesmo que um indivíduo contaminado deixe um ambiente, o vírus permanece ali em suspensão e outras pessoas podem se contaminar", afirma.

Em novembro de 2024, o Brasil recuperou o certificado pela erradicação do sarampo concedido pela Opas (Organização Pan-Americana da Saúde). O país havia perdido o status em 2018, após surto da doença e queda vacinal.

"A certificação é perdida após um ano de transmissão sustentada da doença", diz Kfouri. "O nosso último caso [autóctone] foi em junho de 2022, no Amapá. Depois foram só importados."

Quem deve se vacinar

Dose zero

Crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias residentes nos municípios de São Paulo, São Bernardo do Campo e Guarulhos.

O esquema vacinal recomendado pelo Ministério da Saúde prevê duas doses: a primeira aos 12 meses, com a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), e a segunda aos 15 meses, com a tetraviral (que inclui varicela).

Pessoas de 1 a 29 anos devem ter duas doses da tríplice viral, enquanto adultos de 30 a 59 anos devem ter pelo menos uma. Profissionais de saúde precisam comprovar duas doses independentemente da idade.

Dados do Ministério da Saúde atualizados até esta terça-feira (21) mostram que a cobertura vacinal da tríplice viral no Brasil -até 1º de junho- está em 87,05% na primeira dose e 71,89% na segunda. No estado de São Paulo, os índices são de 76,79% e 65,28%, respectivamente.

Na capital paulista, a cobertura é de 48,65% na primeira dose e 44,17% na segunda. Em São Bernardo do Campo, 90,76% da população receberam a primeira dose e 77,82% a segunda no mesmo período. A meta é imunizar pelo menos 95% do público-alvo.

FONTE/CRÉDITOS: Jcnet (Por Patrícia Pasquini | da Folhapress)
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