Mais de 40 mil romeiros devem passar pela rodovia Presidente Dutra até o próximo dia 12 para as celebrações do Dia da Padroeira do Brasil no Santuário de Aparecida (a 180 km de São Paulo). Esse é o número registrado em 2025, mas a expectativa é que ocorra o terceiro recorde seguido.
A estimativa é da concessionária RioSP, responsável pela gestão da rodovia federal, com base na evolução da passagem de peregrinos nos últimos anos pela estrada
Desde o último dia 1º, quando começou a contagem, cerca de 1.500 romeiros já andaram pelo trecho entre a cidade de São Paulo e Aparecida.
Devido à crescente quantidade de fiéis que caminham pelo acostamento e muitas vezes invadem a faixa de rolamento, a concessionária, a Polícia Rodoviária Federal e a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) decidiram fazer uma intervenção entre os km 125 e 119 da pista sentido São Paulo-Rio, em Caçapava, no Vale do Paraíba.
As orientações de segurança é que os peregrinos andem sempre pelo acostamento no sentido contrário do fluxo de veículos. Assim, eles ficam mais vísiveis para os motoristas.
Nesse trecho de seis quilômetros, porém, fica em uma ponte sem acostamento. Por isso, a determinação é que os peregrinos façam a travessia sob a estrada e sigam pelo lado do fluxo dos carros (sentido Rio de Janeiro). A partir do km 119, retomam o lado normal da rodovia.
"Ali fica uma ponte e há risco de atropelamentos, por isso estamos fazendo a intervenção", diz Rodolfo Borrel, gerente de operações da RioSP.
No trecho da transposição foi instalada iluminação para quem faz a caminhada à noite e também há sinalização especial. "Equipes [da concessionária] ficarão ali o tempo todo para dar orientação."
A partir desta quarta-feira (7), quando o público deve começar a crescer, a operação, a maior do ano na Dutra, será intensificada, com a distribuição de 30 mil coletes e 120 mil faixas reflexivas em 28 tendas espalhadas pela estrada. Também serão dados 3.000 piscas de LED para bicicletas e água para hidratação dos peregrinos.
A expectativa é que de sábado (10) a segunda-feira (12), o Dia da Padroeira, mais de 20 mil pessoas a pé passem pela rodovia, principalmente nos quilômetros finais até Aparecida.
Apesar do trabalho preventivo, a PRF afirma que há romeiros que ignoram a sinalização e deixam de utilizar os caminhos indicados, permanecendo em trechos de perigo elevado. Em alguns casos, caminham diretamente sobre a pista de rolamento em meio a caminhões e ônibus.
Por causa dessas situações de risco, a empresa deve protocolar na ANTT, ainda nesta semana, um estudo de viabilidade para construção de uma faixa exclusiva para pedestres que, caso aprovado, vai separar os romeiros dos veículos.
"Essa romaria veio para ficar, não dá para ficar apenas no modo de operação especial", afirma o gerente da concessionária.
Para a construção da via para pedestres é preciso fazer um aditivo no contrato da ampliação da estrada, que o governo federal pagará —o valor calculado não foi aberto.
O estudo fará a avaliação técnica, econômica e ambiental para a obra de engenharia, considerada de grande porte. Ele vai compor cenários de extensão e largura do caminho dos romeiros.
Serão apresentadas três propostas de via para pedestres até Aparecida: a partir de Arujá, de São José dos Campos e de Taubaté. "Durante todo o ano romeiros usam a Dutra", diz Borrel, ao ser questionado sobre a utilização do local nos demais meses.
Celebrações terão novo arcebispo à frente
Essa será a primeira vez que as celebrações em homenagem à Nossa Senhora terão dom Mário Antonio da Silva à frente do Santuário - ele assumiu como arcebispo de Aparecida em maio, no lugar de dom Orlando Brandes, que se aposentou.
Como ocorre tradicionalmente, ele será responsável por conduzir a missa principal na segunda-feira, às 9h.
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