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Saúde

Dia Mundial do Rim alerta para diagnóstico precoce

Dr. André Lopes, médico nefrologista

Dia Mundial do Rim alerta para diagnóstico precoce
Priscila Medeiros
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Celebrado nesta quinta-feira (12) e sempre na segunda quinta-feira de março, o Dia Mundial do Rim tem como objetivo conscientizar a população sobre a prevenção e o diagnóstico precoce da doença renal crônica. A data é promovida por entidades médicas, entre elas a Sociedade Brasileira de Nefrologia, e chama atenção para o aumento da incidência da doença no Brasil e no mundo.

De acordo com o médico nefrologista André Lopes, a principal preocupação dos especialistas é que a doença renal crônica costuma evoluir de forma silenciosa. Em muitos casos, os sintomas aparecem apenas quando o comprometimento da função dos rins já está em estágio avançado, o que dificulta a reversão do quadro.

Segundo André, a doença pode ser identificada precocemente por meio de exames simples e amplamente disponíveis, como a dosagem de creatinina no sangue e o exame de urina tipo 1. Atualmente, muitos laboratórios também incluem a relação albumina-creatinina na análise, o que auxilia no rastreamento precoce de alterações renais.

“A identificação antecipada permite iniciar o acompanhamento adequado e retardar a progressão da doença”, explica o nefrologista. Ele ressalta que os sintomas geralmente surgem apenas quando a função renal já está bastante comprometida, com níveis muito reduzidos de filtração dos rins.

Entre os principais fatores de risco para a doença renal crônica estão a Hipertensão e o Diabetes, consideradas as causas mais frequentes da doença no Brasil. Outras condições também podem contribuir para o problema, como obesidade, tabagismo, sedentarismo e histórico familiar de doença renal. Além dessas causas, existem doenças específicas que afetam diretamente os rins, como as doenças císticas renais, as nefrites e algumas condições genéticas. Em alguns casos, porém, mesmo após investigação clínica, a origem da doença pode permanecer indefinida.

O médico também destaca a importância de hábitos saudáveis para preservar a função renal. A ingestão adequada de líquidos, por exemplo, é um fator importante para o bom funcionamento do organismo. A recomendação média é consumir entre 30 e 35 mililitros de líquidos por quilo de peso corporal ao longo do dia, especialmente em regiões de clima quente, como a cidade de Bauru.

Outro ponto de atenção é o consumo excessivo de sal. “Enquanto o recomendado é ingerir entre um e dois gramas por dia, a média de consumo no Brasil varia entre sete e dez gramas diários. A redução desse consumo contribui para o controle da pressão arterial e, consequentemente, para a proteção dos rins”, pontua o nefrologista.

O uso indiscriminado de medicamentos, especialmente anti-inflamatórios, também pode prejudicar a saúde renal. Por isso, a orientação é evitar a automedicação e utilizar esses medicamentos apenas com prescrição médica. Segundo estimativas médicas, cerca de uma em cada dez pessoas no Brasil pode apresentar algum grau de doença renal crônica, muitas vezes sem saber. Para os especialistas, campanhas de conscientização têm contribuído para ampliar o diagnóstico e possibilitar o tratamento antes que a doença evolua para estágios mais graves.

Segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia, a doença renal crônica afeta cerca de 1 em cada 10 pessoas no mundo. No Brasil, estima-se que aproximadamente 50 mil pessoas com a doença morram anualmente antes de ter acesso à diálise ou ao transplante.

Nos casos em que ocorre perda significativa da função renal, o tratamento pode envolver diálise ou transplante. O Brasil possui um dos maiores programas públicos de transplante do mundo, realizado pelo Sistema Único de Saúde, com centros de referência em diferentes regiões do país.

Para os especialistas, a principal estratégia ainda é a prevenção. “O controle de doenças como hipertensão e diabetes, aliado a uma alimentação equilibrada, prática regular de atividade física e acompanhamento médico periódico, pode reduzir significativamente o risco de desenvolvimento da doença renal crônica”, destaca André.

Os rins desempenham funções essenciais para o funcionamento do organismo. Eles são responsáveis por filtrar o sangue, eliminar toxinas por meio da urina, controlar a pressão arterial, equilibrar minerais e líquidos do corpo e contribuir para a produção de hormônios importantes. Quando esses órgãos deixam de funcionar corretamente, podem surgir doenças graves, como a Doença Renal Crônica.

Capacitação de profissionais

Em comemoração à data, o Hospital Unimed Bauru (HUB) realizou um treinamento voltado à conscientização sobre a doença renal crônica (DRC), direcionada aos colaboradores da cooperativa, abordando aspectos relacionados à prevenção, fatores de risco, diagnóstico precoce e cuidados com a saúde dos rins.
“É muito importante que as pessoas tenham essa consciência com relação aos cuidados com o rim. Podemos prevenir problemas renais com atitudes simples no dia a dia, como beber água e evitar a automedicação”, frisou o médico André Lopes, responsável pelo treinamento.

A ação integra a iniciativa de conscientização promovida pela Unimed Bauru em consonância com o movimento nacional liderado pela Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), responsável pela campanha do Dia Mundial do Rim em 2026, que traz como tema “Cuidar de pessoas e proteger o planeta”. A proposta destaca a importância de políticas de saúde mais inclusivas e sustentáveis, que garantam equidade no cuidado e ampliem o acesso ao diagnóstico e ao tratamento das doenças renais.

Dr. André Lopes durante capacitação de profissionais da Saúde no Hospital da UnimedDr. André Lopes durante capacitação de profissionais da Saúde no Hospital da UnimedDr. André Lopes, médico nefrologistaDr. André Lopes, médico nefrologistaCerca de 50 profissionais do Hospital da Unimed participaram da capacitaçãoCerca de 50 profissionais do Hospital da Unimed participaram da capacitação
FONTE/CRÉDITOS: Jcnet (Por Priscila Medeiros | da Redação)
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