Dez pessoas morreram afogadas nas praias do litoral paulista nos primeiros dias de 2026, segundo o GBMar (Grupamento de Bombeiros Marítimo), responsável pela segurança e salvamento nas praias.
Esse total de mortos foi contabilizado de 1º ao dia 4 de janeiro. No mesmo intervalo, 336 pessoas acabaram resgatada em situação de perigo e uma segue desaparecida desde a tarde de sábado (3), em Mongaguá, na Baixada Santista.
No período de pouco mais de um mês, de 1º de dezembro de 2025 ao último domingo (4), foram 21 mortes e 1.184 pessoas salvas, inclusive com o uso de aeronaves.
Segundo o governo estadual, na sexta-feira (2), uma criança de 10 anos foi salva na Praia Grande, também na Baixada Santista, na altura do bairro Maracanã. A vítima foi retirada do mar em estado grave e, após manobras de reanimação, ela recuperou o fôlego e foi encaminhada à unidade de saúde.
Outro caso aconteceu na Praia do Tombo, em Guarujá. Uma pessoa foi arrastada pela correnteza e ficou presa próximo às pedras. Enquanto guarda-vidas chegaram até a vítima em uma moto aquática para auxiliá-la a sair do local, o helicóptero Águia lançou o puçá - uma espécie de rede grande - para levá-la à terra em segurança.
Até 31 de março está em vigência a Operação Praia Segura em todo o litoral de São Paulo, com reforço de bombeiros nas praias para a prevenção de acidentes no mar durante o verão.
Até lá, mais de 500 guarda-vidas temporários e o efetivo dos bombeiros, por meio do Grupamento de Bombeiros Marítimos (GBMar), seguem de prontidão para atuar nas ocorrências de resgate.
"Tem pessoas que acham que não vai acontecer nada, até acontecer. É melhor não correr o risco e seguir as orientações [dos salva-vidas]", diz a capitão Karoline Burunsizian, do Corpo de Bombeiros.
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