O Panamá não se intimidou pelas ótimas campanhas da Croácia nas últimas duas Copas do Mundo (vice-campeã em 2018 e terceiro lugar em 2022) e começou impondo o ritmo da partida nesta terça-feira (23), no estádio BMO Field, em Toronto. Mas a pressão não foi suficiente para manter vivo o sonho de se classificar para o mata-mata em sua segunda participação em Mundiais.
Os europeus melhoraram no segundo tempo e o meio-campista Budimir saiu do banco para marcar o único gol da partida, válida pela segunda rodada do Grupo L.
Mais cedo, Inglaterra e Gana haviam empatado em 0 a 0 para chegar aos 4 pontos cada, jogando a pressão para o confronto entre panamenhos e croatas -quem perdesse estaria matematicamente eliminado com uma rodada de antecedência.
Treinada pelo dinamarquês Thomas Christiansen, a seleção do Panamá partiu para cima no primeiro tempo, valorizando a troca de passes para construir as jogadas ofensivas.
Confira as estatísticas de Croácia 1 x 0 Panamá
A primeira chance clara de gol veio com cabeceio de Puma Rodríguez (apelido homônimo ao do lateral uruguaio do Vasco). A bola chegou a bater na trave depois da defesa de Livakovic, mas a jogada já não estava valendo por ter saído antes do cruzamento de Murillo.
O trio croata no meio-campo, formado por Kovacic, Baturina e o capitão Modric, este em sua quinta participação em Copas, tentava com paciência ocupar o espaço para conseguir distribuir as jogadas pelos lados, com uma grande quantidade coletiva de erros.
Depois dos 30min, os europeus pareciam estar recuperando o domínio na intermediária, obrigando o Panamá a se fechar um pouco e apostar mais em contra-ataques. Mas a confiança estava com os panamenhos, que transformavam quase todas as roubadas de bola em chances de ataque.
Quando chegavam à área adversária, os croatas eram interceptados por uma concentrada defesa. Só aos 45min Baturina encontrou espaço para chutar de fora da área em direção ao canto direito de Mosquera, que tirou para escanteio.
Em seu jogo de número 200 com a camisa croata, Modric lançou para Pasalic avançar sozinho e ficar cara a cara com Mosquera. O meia do Atalanta tentou cavadinha, parou no goleiro e depois isolou no rebote.
Aos gritos de "sí, se puede" (algo equivalente a "eu acredito" no bom português das arquibancadas), a torcida panamenha tentou até o final empurrar o time ao ataque em busca do empate.
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