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Conselho de Segurança da ONU se reúne para discutir Venezuela

A avaliação entre diplomatas é de que a crise ultrapassou tensões bilaterais.

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O Conselho de Segurança da ONU se reúne em caráter de urgência nesta segunda-feira (5) diante do aumento do alarme internacional provocado pela ação militar dos Estados Unidos na Venezuela. A avaliação entre diplomatas é de que a crise ultrapassou tensões bilaterais e passou a representar riscos mais amplos à estabilidade regional e ao sistema internacional.

O encontro foi solicitado pela Colômbia e contou com apoio da China e da Rússia, além de um apelo formal do governo venezuelano. O tema da sessão será “Ameaças à paz e à segurança internacionais”, com a expectativa de que o secretário-geral da ONU, António Guterres, apresente um informe aos membros.

No sábado (3), Guterres afirmou estar profundamente alarmado com a escalada da crise, alertando que a ação militar norte-americana pode estabelecer um precedente perigoso e comprometer os fundamentos do direito internacional e da Carta da ONU. Segundo ele, mesmo crises políticas graves não eliminam as restrições legais ao uso da força.

A operação dos Estados Unidos, confirmada publicamente pelo presidente Donald Trump, foi a intervenção militar americana mais direta na América Latina em décadas. Washington justificou a ação como necessária contra um líder acusado de narcoterrorismo e atividades criminosas, e sinalizou que poderá exercer papel provisório na transição política do país.

A Venezuela condenou duramente a ofensiva, classificando-a como violação de soberania e ato de agressão. Em carta ao Conselho de Segurança, o embaixador venezuelano na ONU afirmou que se trata de uma “guerra colonial” destinada a impor um governo alinhado a interesses externos e explorar recursos naturais do país.

China e Rússia também reagiram com críticas contundentes, apontando violação do direito internacional e da soberania venezuelana. Ambos os países afirmaram que a oposição à ação dos EUA não se baseia em apoio pessoal ao presidente deposto, mas na defesa dos princípios da Carta da ONU e da ordem internacional baseada em regras.

Dentro do Conselho, a expectativa é de fortes divisões. Enquanto alguns países devem insistir no respeito ao direito internacional, os Estados Unidos tendem a defender a operação por razões de segurança, rejeitando qualquer caracterização de ilegalidade. Diplomatas avaliam que dificilmente haverá uma resolução consensual, mas o debate deve marcar posição para futuras crises.

*Com informações do Dawn

FONTE/CRÉDITOS: Jcnet
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